Corrêa - O Pirlo do Pici e a sua influência tática no Leão ~ Bora Leão
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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Corrêa - O Pirlo do Pici e a sua influência tática no Leão

Postado por Luca Laprovitera às 17:51:00 segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Revelado pelo modesto São Bento do interior de São Paulo em 2001, passou pelo XV de Piracicaba antes de chegar ao Palmeiras em 2003 para brilhar nacionalmente. Campeão da Série B naquele ano, Corrêa brilhou por três anos com a camisa alviverde até jogar no Dínamo de Kiev da Ucrânia. Rodou ainda por Atlético-MG, Flamengo, voltou para Dínamo e Palmeiras, e Portuguesa até chegar no Fortaleza em 2014. Com 34 anos, Corrêa é conhecido pela torcida como apenas um volante, mas ele é bem mais do que isso, ele é o Andrea Pirlo do Pici.

Pirlo atualmente no New York FC dos Estados Unidos, começou em 1995 pelo Brescia, rodou pela Inter de Milão, Reggina e voltou ao Brescia até chegar ao Milan em 2001, ainda como um ponta, ou seja, um atacante que joga pelos lados. Carlo Ancelotti logo viu algo diferente no jogador e o começou a escala-lo como 'regista'. Uma posição famosa no futebol italiano, onde o jogador se posiciona como um primeiro volante, a frente diretamente da defesa, mas não é o jogador de marcação na chegada, apenas de cobertura, uma espécie de segundo volante recuado. Sua principal responsabilidade é carregar a bola da defesa para o ataque com qualidade, um toque de bola mais refinado. Sua posição fica atrás da linha de meio-campo, como pode ser notado nessa escalação do Milan contra o Boca Juniors no Mundial Interclubes de 2003:

Pirlo atrás, a marcação é feita por Gattuso primeiramente,
com Pirlo e Seedorf na cobertura
No Fortaleza, Corrêa jogou em 2014 como primeiro volante, por várias vezes Chamusca utilizou exatamente esse esquema, com Corrêa como se fosse Pirlo, Guto como Gattuso, Walfrido na de Seedorf, Marcelinho Paraíba na de Kaká com Waldison e Robert na frente. Atualmente o Fortaleza é diferente, o meio-campo já não está com esse tipo de função, apenas um atacante é utilizado, que atualmente vem sendo Lúcio Maranhão. Corrêa vem atrás, em frente a defesa, fazendo apenas uma cobertura e tendo Vinícius Hess ou Auremir em sua frente como cão de guarda do meio-campo.

O trunfo para a qualidade de Corrêa aumentar tanto está na linha mais ofensiva do time. Pio e Maranhão cobrem as subidas de Tinga e Thalysson, Pio joga mais aberto e Maranhão mais pelo meio, dando liberdade para uma entrada mais incisiva do nosso lateral-esquerdo. Daniel Sobralense varia de posição, pode cair tanto pelas pontas como ser um falso 9. Esses três jogadores fazem a primeira linha de defesa.


Como se vê nessa imagem na partida contra o Icasa, Pio toma a bola pela direita e Daniel Sobralense recebendo a bola ao lado pela variação de posição que tem na equipe, centralizado fica Lúcio Maranhão e atrás Maranhão entrando pelo meio como homem surpresa. Isso tudo se deve a um esquema feito para proteger um meio-campo que parece desprotegido quando de fato é bem resguardado. Sem Corrêa, o Fortaleza não tem a mesma qualidade no passe, o seu reserva mais próximo seria Dudu Cearense, que está longe de ter a forma de outrora para jogar na posição, sendo um reserva bem mais apropriado para Sobralense do que para o ex-palmeirense. Corrêa será uma grande falta para sábado e Marcelo Chamusca terá que pensar bem em seu substituto já que o jogo contra o Vila Nova pode valer a liderança do Grupo A.

Luca Laprovitera