Matem todos os meninos - Uma visão sobre as punições de mando de campo ~ Bora Leão
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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Matem todos os meninos - Uma visão sobre as punições de mando de campo

Postado por Luca Laprovitera às 19:58:00 terça-feira, 15 de setembro de 2015
Charge feita por Renato Peters sobre
a lambança do STJD que rebaixou a Portuguesa em 2013
De início, devo preparar uma pequena introdução, inclusive a fim de explicar o tema do texto em evidência.
O tema em destaque acima traz uma ligação com o tempo em que Jesus nasceu e que, por medo de ver seu trono a ser tomado com o surgimento de um novo Rei em seu reino, Herodes ordenou aos seus homens que matassem todas as crianças, do sexo masculino, de Belém e seus arredores, tudo com o intuito de matar o Menino Jesus.
Pois bem. Adentro ao mérito da postagem.

Ontem (14/09), ouvindo ao programa “Trem Bala”, na rádio O Povo CBN, percebi que as desavenças entre torcidas, que acabaram por chegar às vias de fato após o último jogo do glorioso Rei Leão do Nordeste, fizeram voltar à tona o assunto “final do estadual”, oportunidade na qual torcedores se digladiaram perante a “arena”.
Com a lembrança do infortúnio, o assunto da vez foram as punições dadas aos clubes, federação, arena, etc. Justas ou não? Recorríveis e recorridas.
Chegamos, portanto, ao foco central.
Os principais culpados pelo prejuízo causado, seja este material ou moral, são os “torcedores” (sim, entre aspas, pra dar um destaque especial aos infratores) que, por seus motivos, obviamente, protagonizaram a cena.
Pode-se considerar justo, portanto, responsabilizar a quem, de fato, responsabilizaram? Punir os clubes, a federação, a arena castelão, entre outros, pelos atos que sabemos quem cometeu e, consequentemente, sabemos que não foram cometidos pelos supra citados!? Podemos considerar essa punição como capaz de evitar/prevenir novos acontecimentos da mesma natureza?
Daí eu questiono: matar todos os meninos resolveu ao problema de Herodes? Jesus estava longe, na companhia de Maria e José, e retornou a Belém após o conhecimento da morte de Herodes. Não esperemos, senhores, a morte da Justiça para aguardar que ela seja feita. Caso não se consiga punir os verdadeiros culpados, não se deve punir a quem nenhum tipo de culpa tem.
Que fique a mensagem!

Por Matheus Gifoni.