Análise: Brasil de Pelotas ~ Bora Leão
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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Análise: Brasil de Pelotas

Postado por Luca Laprovitera às 20:28:00 quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Foto: Jonathan Silva
Fundado em 1911, o Brasil de Pelotas é uma das equipes mais tradicionais do interior gaúcho. Foi deles, no dia 11 de Setembro de 1920, o primeiro jogador de fora do eixo Rio-São Paulo a jogar na Seleção Brasileira, o atacante Alvarizza contra o Chile na estréia do Campeonato Sul-Americano daquele ano. Um ano antes foram campeões gaúchos e tem na Série A do Brasileiro quatro participações, sendo a melhor em 1985 com um 3º lugar. São os atuais vice-campeões da Série D, onde perderam o título para a Tombense-MG nos pênaltis, e nos últimos dois Campeonatos Gaúcho caíram na semifinal, em 2014 para o Grêmio e esse ano para o Inter. 

Pior campanha entre os oito classificados, o Brasil entrou nas quartas-de-final com a nona no geral, atrás até do eliminado América de Natal. Foram 30 gols na Primeira Fase, tendo o melhor ataque junto com Portuguesa e Fortaleza, com a vitória de 1x0 sobre o tricolor e a derrota da Lusa por 1x0 pro Vila Nova-GO, nesse momento é dos gaúchos o melhor ataque da competição. Das 19 partidas disputadas até agora, o Xavante só não marcou em duas, contra a Tombense no dia 4 de Julho pela 6ª rodada no Almeidão, em Tombos e contra o Tupi no dia 26 de Julho pela 9ª rodada no Bento de Freitas, em Pelotas, ou seja, o Brasil marcou nas últimas 10 partidas que disputou. 

Apesar de terem perdido o meia-atacante Alex Amado que marcou 2 gols na competição e se transferiu para o Ceará, e o atacante Leandrão ainda vice-artilheiro com 11 gols que foi para o Vasco, o time repôs com Nena. Artilheiro da Série D do ano passado com 8 gols em 16 partidas, sendo 4 desses gols na fase de mata-mata. Na Série C desse ano são 5 gols em 15 jogos disputados. 

Em campo, o time Xavante é lento e relativamente penso. Pelo lado direito pouco existe atividade com o lateral Wender que é um ótimo marcador, mas não pode se deixar levar, apesar de ir pouco ao ataque, o experiente jogador gaúcho cruza muito bem e pode surpreender. Pelo lado esquerdo é a mina do time, Cléverson e Diogo Oliveira caem por ali junto com o lateral-esquerdo Xaro, os três cruzam bem e a jogada que o Fortaleza deve evitar é justamente essa, já que Nena é um exímio cabeceador. Segurar a jogada aérea é o mais importante, foi dela que tomamos o gol no último sábado, lembrando a altura e a boa impulsão de jogadores do time do Sul, como os zagueiros Leandro Camilo e Teco, o volante Leandro Leite e novamente lembrando, o atacante Nena. Com os retornos do meia Felipe Garcia, o Brasil poderá acionar mais o lado direito e explorar aquele lado, apesar de provável afunilamento do jogador pelo meio.


No sistema defensivo, Wender muitas vezes fecha junto a dupla de defesa, Leandro Leite faz de quarto zagueiro cobrindo o lado esquerdo com Washington, Diogo Oliveira e Xaro fazendo a marcação ao sistema de meio-campo adversário. O Brasil certamente fechará o centro forçando o Fortaleza a usar as laterais que estarão novamente bastante abertas, só que com uma dupla de zaga altas e bem postada, e o tricolor sem força nesse tipo de jogada, será em vão. Outra certeza será o combate de Felipe Garcia e Cleverson na saída de jogo de Corrêa. A melhor opção é jogar na risca da área com meias abertos e Lúcio Maranhão ou outro centroavante jogando no centro da defesa, trazendo os jogadores para entrar nas costas de Wender e Leandro Leite.

Por Luca Laprovitera