Não são apenas 22 jogadores atrás de uma bola ~ Bora Leão
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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Não são apenas 22 jogadores atrás de uma bola

Postado por Luca Laprovitera às 13:18:00 quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Luan Victor, torcedor especial que faleceu em 2012,
com Ciro Sena e Geraldo
Daqueles que não gostam de futebol, sempre existe a desculpa que são apenas 22 homens (ou mulheres) correndo atrás de uma bola. Ignoram estes seres sem razão, a máxima de um esporte apaixonante, que move fronteiras e problemas parecem irrelevantes na frente da paixão por seu clube. Luan Victor, Maria Fortaleza, e tantos outros, aos anos tiveram suas histórias contadas e nos lembram da importância de ser Fortaleza.

Enquanto nos preocupamos com o grande jogo chegando, às vezes nos perguntamos como chegamos até aqui. Nos reconhecemos como apaixonados, muitas vezes nos achamos mais apaixonados do que qualquer outro torcedor, mas esquecemos a importância disso em uma maneira geral.



Claro que a paixão não é só nossa, ela é mundial. A minha preferida aconteceu em 2010, Real Madrid e Barcelona disputavam o título espanhol ponto a ponto até a última rodada, o Real Madrid enfrentava o praticamente rebaixado Málaga em La Rosaleda, mas um heroico empate salvou o Málaga do rebaixamento e parou o poderoso Real, mas a cena mais bonita veio das arquibancadas:



Meu pai torce Ceará, mas nunca foi muito chegado no futebol. Meu avô materno e três tios, dois maternos e um paterno me influenciaram para o lado vermelho, azul e branco da cidade. A paixão que corre no sangue, as lembranças dos gols e vitórias ao lado dos entes queridos, o meu choro pelo gol de Cassiano ao lado da minha noiva, são momentos únicos que ninguém nos tira e o crescer, o dia a dia, e os momentos ruins dos últimos anos nos fazem esquecer porque realmente estamos ali. 

O Fortaleza, os amigos, família, aqueles com quais dividimos esse amor pelo Leão que fazem das arquibancadas uma segunda casa, onde juntos esquecemos os problemas e tomamos aquele cerveja gelada antes de entrar, abraçamos a cada gol e o xingamos juntos o juiz a cada falta que não deveria ser marcado apenas porque é contra o Fortaleza. Que a diretoria, torcedores e jogadores lembrem que por mais irrelevante e simplista que pareça, aqueles 22 homens atrás de uma bola podem mudar um mundo, talvez não o mundo grosseiro de guerras, violência e corrupção, mas o nosso mundo particular ficar um pouco mais vermelho, azul e branco. 





Por Luca Laprovitera