Falta atitude, falta identificação ~ Bora Leão
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Falta atitude, falta identificação

Postado por Luca Laprovitera às 14:06:00 segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Sempre sou muito cuidadoso em tecer críticas. Entendo que a diretoria acertou muitas vezes esse ano, analisando friamente a partida notei que muitos atletas realmente jogaram com raça, entendo o profissionalismo e necessidade do sigilo nas negociações, mas ao mesmo tempo sinto um time sem alma, um distanciamento latente entre clube, diretoria e torcida, um momento que ninguém mais reconhece o Fortaleza, mas o que é o Fortaleza?

Jorge Mota foi um dos presidentes mais importantes da história do Fortaleza, foi com ele que saímos daquele inferno dos anos 90. Acham ruim hoje? Ali era bem pior, acreditem, nem bater na trave a gente conseguia mais. Foi com ele que o gigante do Pici renasceu, voltou a bater de frente com os maiores do país, subimos e até caímos, mas de cabeça erguida, voltamos e mostramos que estávamos ali para ficar, o crescimento do nosso time era para ser o marco do enriquecimento do futebol alencarino, o amadorismo, a picuinha e maldade não deixaram, vivemos de momentos esporádicos e torcidas apaixonadas de lá pra cá, o tetra foi lindo, o título desse ano também, mas ainda sim, nada comparado a grandeza do Parque dos Campeonatos.

Hoje a imprensa espera a definição se teria ou não uma coletiva com a diretoria no Pici. Fomos informados que não ocorrerá mais nessa tarde e sim em algum momento da semana. Desde a eliminação da Série C, uma blindagem e um sigilo cruel atormentam nós da imprensa e torcida. Não se sabe ao certo quem sai, quem fica, quem vem, não é informado absolutamente nada do que se vive no Alcides Santos. Profissionalismo, ok, entendemos, mas essa falta de diálogo promove um incômodo e uma falta de ação para o torcedor. A diretoria pode planejar mil ações, mas enquanto elas não saem do papel, isso torna o clima mais apreensivo.

Ontem no jogo contra o Ceará pela Fares Lopes, Maranhão ganhou uma disputa de bola e mesmo assim tomou uma bronca de Dudu Cearense, o volante esbravejou: "Isso é clássico e eu entrei para ganhar, eu quero ganhar!". Dudu não foi titular, sua condição física foi abaixo do esperado na temporada inteira, mas no momento que ele mais cresceu, foi simplesmente posto de lado pelo treinador Marcelo Chamusca. Não que ele tenha feito uma falta em termos gerais, mas raça nunca faltou, e sim físico, que nas últimas rodadas da Série C parecia ser um problema resolvido. 

Eu, no alto-baixo dos meus 26 anos que cresci vendo Chiquinho, Angelim e Erandir se matando por uma bola sinto falta de jogadores identificados, apaixonados, que honram a blusa, não é saudosismo, é descartabilidade, os atletas não passam tempo suficiente aqui, se falham, a maioria já é descartada, falta identidade, da torcida e a diretoria, do time e a arquibancada, aquele ano de 2000 onde o Jorge Mota da moda, TUF, Clodoaldo e cia já é tão distante que parece outro clube, mas quando na verdade precisamos resgatar isso, que seja o principal foco da diretoria em 2016, a união, a identificação e o resgate pelo amor ao tricolor.

Por Luca Laprovitera