Sem repetir os erros ~ Bora Leão
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Sem repetir os erros

Postado por Luca Laprovitera às 12:39:00 quarta-feira, 4 de novembro de 2015
(Foto: Bruno Gomes / Agência Diário)
Novembro de 2015, para nós a temporada acabou e dos dois objetivos apresentados no início do ano, apenas um foi cumprido e a insatisfação é geral. Alguns falam que protegemos demais a diretoria, mas não é bem assim, só achamos para que tudo tem o momento ideal e achamos que esse é a hora da nossa "corneta". Para em 2016 sermos bi-campeões, fazermos bonito no Nordestão e na Copa do Brasil, e principalmente conseguir o tão sonhado acesso, listamos alguns erros que não podem acontecer novamente no próximo ano.

-Sem prometer o que não pode cumprir
Sem nada de "se não subir podem cortar minha cabeça", sem prometer atacante ou nada que não se pode cumprir, ou frases de efeito para demonstrar uma confiança exagerada. A torcida precisa da diretoria calma e profissionalismo.

-Calma não é letargia
Isso mesmo, sabemos que essa época é complicada para contratações e a diretoria sempre é bem calma quanto a isso (clique aqui para ver), normalmente não deixa vazar informação sobre o que acontece nesse sentido, mas muitas vezes a calmaria vira leseira, letargia e demora, perdendo jogadores importantes no mercado que é bastante rápido e muda diariamente, ou seja, calma é importante, mas sem exagerar.

-Ouvir a torcida
Sim, ouvir a torcida é preciso. Se ela quer contratação, veja se precisa. Se ela acha o ingresso caro, veja se não dá para baixar. É importante ouvir a torcida.

-Não ouvir a torcida
Sim, às vezes também temos que fazer ouvido de mercador porque torcedor não é razão, é paixão e dirigente tem que ser o contrário. Se a torcida acha o técnico retranqueiro, nem sempre é. Então é saber dosar.

-Se reaproximar do torcedor
Jorge Mota foi o presidente responsável por uma fase de ouro do Fortaleza entre 2000 e 2003, ídolo-dirigente, tinha seu nome cantado pela TUF quase todo jogo e o refrão: "Uh, tá na moda, o Leão do Jorge Mota" é icônico. Só que o futebol mudou e essa face do profissionalismo me parece ter feito um clube mais distante de sua torcida, em época de crises, trabalhar nessa reunião é vital.

-Mudar quando for preciso
Isso mesmo, se a confiança ou a teimosia de Chamusca incomodavam tanto, porque isso não foi público antes? Porque não houveram ultimatos? Em qualquer empresa quando o funcionário tem um trabalho insatisfatório, a direção tem que dar um jeito de melhorar, no clube não é diferente, não pode é depois que a desgraça está feita ficar dizendo: "eu avisei"! Não devia ter avisado, devia ter feito!

-Ler o time
Em 2014 faltaram um goleiro e um meia-armador, algo falado o ano todo que no jogo decisivo fez falta. Nesse ano o atacante matador e não foi por falta de tentativa. Juntando as quatro principais competições do time na temporada (Cearense, Nordestão, Copa do Brasil e Série C), os dez atacantes que passaram pelo clube nessa temporada marcaram apenas 26 dos 76 gols, uma média de 34% de gols do time marcados pelos nossos homens de frente. Entre os três principais marcadores do time no ano, o primeiro, o atacante Maranhão só assumiu a liderança com seus 10 gols na antepenúltima partida do ano, com o hat-trick (três gols em um jogo) contra o Águia de Marabá-PA, atrás dele o meia Éverton com 9 gols, o volante Pio com 8 gols e só aí aparecendo o atacante de área Lúcio Maranhão com 7 gols, um a mais que o zagueiro Lima com 6. Ou seja, ler o time seria importante, um dos "homens gol" do time para o segundo semestre foi Adriano Martins, que havia marcado 1 gol nos últimos 18 meses antes de chegar aqui.

Por Luca Laprovitera