A mulher também ama futebol ~ Bora Leão
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terça-feira, 8 de março de 2016

A mulher também ama futebol

Postado por Unknown às 13:20:00 terça-feira, 8 de março de 2016
Jogo Fortaleza x Macaé em 2014, na Arena Castelão (Foto: Arquivo Pessoal)
Nasci no dia 7 de outubro de 1996, mas não sabia que eu iria nascer apaixonada por futebol e principalmente pelo Fortaleza Esporte Clube. Nos meus poucos anos de idade, eu já cheirava a grama nos treinos do Pici. Meu pai me levava junto com a minha mãe, mas o mais impressionante é que ele nunca foi Fortaleza.

Fui crescendo e me apaixonando cada vez mais pelo esporte. A brincadeira daquela época (no começo dos anos 2000) era o carimba, mas quando as minhas vizinhas inventavam de jogar futebol, eu ficava mais animada ainda. Entrei na escolinha de futsal do colégio e joguei por um bom tempo. Não perdia um jogo na TV, voltava até mais cedo pra casa para assistir o tradicional futebol da quarta-feira. O meu irmão é vascaíno e o meu pai é Ferroviário. Os dois nunca reclamaram e faziam era me chamar para assistir junto com eles.

Cresci, hoje tenho 19 anos, faço jornalismo na Universidade de Fortaleza, cuido das redes sociais e comento no Programa Revista Tricolor na Rádio Cidade. Para completar, faço parte da Equipe Bora Leão desde do começo do ano passado e pretendo exercer minha profissão na área do esporte.

Depois que eu fui conhecendo e me apaixonando fui vendo a força da mulher no futebol. Infelizmente, ainda existe preconceito em relação a isso. O machismo ainda é muito forte no esporte, mas de uns tempos para cá algumas situações foram mudando.

Por tantas campanhas publicitárias que os clubes vinheram fazendo no decorrer dos anos, várias mulheres vão ao estádio com seus esposos, namorados ou amigos. Amigos? Elas estão mudando até isso e montando um grupo de amigas para ir todos os jogos. Porém, ainda tem um problema, a mulher por ser 'frágil' e por ser 'sensível' não pode ir para o estádio sozinha por causa da violência ou até mesmo porque os pais não deixam. Isso são apenas rótulos para diminuir a paixão, mas a mulher que é louca por futebol vai mesmo. Vão até sozinha em final de campeonato.

Já no jornalismo esportivo, não se via tanta repórter nos campos ou mulheres setoristas. Hoje, se você chegar em qualquer grupo de comunicação lá tem pelo menos uma mulher. Porém, ainda é muito difícil trabalhar na área, alguns vão te desvalorizar ou querer te deixar para baixo, só pelo simples pensamento de "Eu sou homem e você é mulher, que não entende nada sobre futebol". Mas a mulher é guerreira e não foge da luta, vai até o fim querendo ganhar o seu espaço e mostrando que pode sim mostrar o diferente e moldando a opinião das pessoas.

Vemos sendo bandeirinhas, comentaristas de jogos na TV, por exemplo a Clara Albuquerque no Esporte Interativo, repórteres cobrindo Copa do Mundo, apresentando um programa esportivo, como a Fernanda Gentil. Sendo assessoria de imprensa em clubes e assim vai, vai mostrando que também tem seu espaço no esporte.

A mensagem final que fica é que a mulher não é só um rostinho bonitinho, que só usa saia com salto alto ou com vestido, e quando é pequena preferem levá-la para jogar vôlei ou handebol, porque esses sim são 'esportes para mulheres'. A mulher também calça chueteira, veste roupas mais frouxas e também sabe apitar um jogo. A mulher também torce, sofre pelo time, beija o escudo, quase rasga a camisa, grita, canta, entende as regras e assiste aos jogos aos domingo ou na quarta-feira. A mulher não veio para ser rotulada de sensível ou frágil, ela veio para ser quem quiser por simplesmente ser mulher.

O Bora Leão deseja um Feliz Dia das Mulheres a todas as tricolores de coração e pede para que nunca desistam dessa paixão chamada futebol. 

Texto por Thaís Pontes