O nó tático de Marquinhos Santos ~ Bora Leão
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quinta-feira, 10 de março de 2016

O nó tático de Marquinhos Santos

Postado por Luca Laprovitera às 12:47:00 quinta-feira, 10 de março de 2016
(Foto: LC Moreira / Estadão)
Apresentado na segunda-feira, Marquinhos Santos estreou ontem com vitória sobre o Sport-PE na Arena Castelão. O que chamou atenção foi o nó tático em cima de Paulo Roberto Falcão, explorando as falhas da equipe pernambucana e fazendo o resultado de 2x1 ser pouco na visão de todos. O primeiro sinal foi a mudança tática.

Com Flávio Araújo, a equipe jogava em forma de losango, um 4-3-1-2, com as pontas abertas, o que dava muito espaço com equipes que avançam pelas pontas, como o Sport. A defesa ficava a mercê pela falta de cobertura do meio, e a falta de força física da equipe dificultava a chegada no setor ofensivo.

Com a fragilidade do sistema, muitas vezes o meia central ofensivo virava praticamente um falso 9 quando o time atacava, abrindo os dois atacantes e tornando a equipe ainda mais lenta. Quando tentava sair pro jogo, o meia central voltava muito e estava sempre de costas para a partida, minando uma possível jogada criativa. Contra o Guarany de Sobral, Jorge Veras se utilizou do 4-4-2 tradicional, com uma linha de quatro jogadores no meio, fazendo um esquema tranquilo, que dava tranquilidade ao sistema defensivo, segurava os laterais e aproximava o meio do ataque.

Ontem, Marquinhos Santos abriu o jogo com o 4-1-4-1. A primeira função era justamente fechar as laterais, impedindo os avanços de Samuel Xavier e Renê, além de isolar Gabriel Xavier e Reinaldo Lenis, evitando os cruzamentos da equipe pernambucana. Com as laterais adversárias presas, Dudu Cearense ficava na sobra de Guto (depois de Juliano), Felipe e Juninho avançavam pela direita, Éverton e Jean Mota pela esquerda, com Wilian Simões fechando bem o sistema defensivo pela esquerda, já que Guto fechava melhor pela direita. 

O Fortaleza pouco deu espaços, e recuou mais no fim do jogo, mostrando ainda uma deficiência no preparo físico. A defesa apesar de bem, se mostrou lenta, algo que deve ser visto com cuidado contra o Ceará, no caso de entrada de Alex Amado.



Depois de mudanças, Edimar foi a lateral-direita e Bruno Melo assumiu a quarta zaga. O time ganhou altura e força na jogada aérea na pressão do Sport no fim do jogo. Clebinho não deu tanta força ao ser a válvula de escape do time. Mesmo assim, a coesão defensiva foi perfeita, anulando a principal arma pernambucana. Ao fim da partida, o 4-1-4-1 surpreendeu e bateu a principal equipe da região nos últimos anos. É cedo para falar de Marquinhos Santos, mas seu primeiro teste foi fenomenal. 

Agora é contra o Ceará no domingo, que utiliza tática parecida dos pernambucanos e tudo indica que o esquema deva permanecer. Ao novo treinador, boa sorte e parabéns!




Por Luca Laprovitera
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