Ao bater na mesma tecla, que usem a verdade ~ Bora Leão
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Ao bater na mesma tecla, que usem a verdade

Postado por Paulo Rodrigo às 15:04:00 sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Foto (Reprodução)
Uma polêmica voltou à tona após a publicação de um texto do Globo Esporte da Paraíba, em entrevista com Vavá, ex-atacante do Fortaleza, que fez parte do elenco de 2011 quando o Tricolor viveu momentos difíceis na Série C. Atualmente no Paraíba de Cajazeiras, Vavá contou alguns detalhes da época que, por má fé ou falta de interpretação do repórter, fizeram ressurgir algumas acusações infundadas.

A polêmica em questão diz respeito ao confronto entre Fortaleza e CRB, envolvendo também o Campinense/PB. Na ocasião, o Tricolor venceu por 4 a 0. Resultado que, de forma indireta, rebaixou a equipe paraibana. Após o jogo, surgiram as acusações de que o placar teria sido "arrumado". O resto da história o torcedor já sabe...

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Seis anos depois. Mais precisamente na noite de ontem (16), Vavá concedeu entrevista ao GE da Paraíba, após o jogo do seu atual clube contra o Campinense. Em meio às respostas, uma delas citava o rebaixamento do adversário (de ontem) em 2011. Confira:

"Eu deixei um legado muito importante quando joguei aqui em Campina Grande. Fui bicampeão (estadual, jogando pelo Treze) e ainda participei do rebaixamento do Campinense, onde a gente recebeu um cheque, e isso daí fez com que eles fossem rebaixados para a quarta divisão. O futebol tem dessas coisas. O Campinense caiu e eu tive a participação. Não só eu como vários jogadores em 2011, mas isso já passou e agora eu tenho que trabalhar pelo Paraíba."

Qualquer leitor, ouvinte ou telespectador, tendo conhecimento que o atleta pertencia ao Fortaleza, sabe que, o "cheque" citado na fala do atacante pode fazer referência ao famoso "bicho". Valor que um clube repassa aos seus atletas quando conquistam o resultado almejado em uma partida ou competição importante. Em momento algum Vavá cita uma negociação com atletas de outra equipe.

Interpretando como bem quis, o repórter não só distorceu a fala de seu entrevistado, como acusou o Fortaleza de pagar um cheque ao CRB para facilitar sua vida. Leia:

"No entanto, apesar de ter tido que "recebeu um cheque" no período em que atuou pelo Fortaleza, o atacante se refere, na verdade, ao repasse de um cheque do Tricolor cearense ao CRB, para que os alagoanos facilitassem o jogo."

Com isso, além de cometer tais erros, o repórter também feriu o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. Mais precisamente o capítulo II, que em seu artigo 4 cita que "o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação".

O Fortaleza, por meio de sua Assessoria de Comunicação afirmou que irá entrar em contato com o portal responsável pela publicação, para solicitar a correção de uma matéria que não condiz com a realidade dos fatos e da entrevista. 

Confira também um áudio do Vavá esclarecendo ainda mais a situação: