Mudar ou continuar: qual risco vale a pena correr? ~ Bora Leão
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Mudar ou continuar: qual risco vale a pena correr?

Postado por Ricatdo Tavares jor90 às 21:35:00 segunda-feira, 14 de agosto de 2017



O Fortaleza completou contra o Cuiabá cincos jogos sem perder. No segundo turno, o tricolor continua invicto. Apesar dos números, o atual momento do time é preocupante. Líder durante as primeiras rodadas da competição, o leão agora ocupa a terceira colocação.


Nas redes sociais, a torcida já escolheu um culpado: o técnico Paulo Bonamigo.


Contratado para a Série C do Campeonato Brasileiro, Bonamigo chegou com grande prestígio junto a diretoria. Devido ao péssimo primeiro semestre, o bom começo do Fortaleza na competição nacional fez com que Bonamigo ganhasse força no tricolor.


Porém, na arquibancada o treinador sempre gerou dúvidas. Mesmo com as seis vitórias no campeonato, o Fortaleza em nenhum momento mostrou um bom futebol. A escalação de alguns jogadores também é motivo de críticas na torcida. O Bora Leão listou cinco fatores que vem desgastando a relação entre torcedor e Paulo Bonamigo:


1-Não consegue encaixar a equipe

Já se passaram 14 rodadas do início da Série C e ainda sim o time não consegue convencer, mesmo na época em que vivia uma sequência de vitórias, a equipe parecia previsível, e bastaram algumas rodadas a frente para isso se comprovar, mesmo com 5 rodadas sem derrota, o Fortaleza se distanciou da liderança e perdeu a segunda posição.


Bonamigo nesse período testou por diversas vezes o 4-1-4-1 e com a chegada de Paulo Sérgio, mudou para o 4-1-3-2, centralizando seus dois jogadores mais abertos (Pablo e Éverton), perdendo a força pelas pontas, as fortes arrancadas de Pablo, deixando Adenilson preso no centro e o meio-campo distante do ataque que não consegue receber a bola e se desgasta bastante voltando para participar do jogo. 



2-Insistência em peças que não funcionam

Pablo era volante na base do Vasco, fez boa parte da carreira nessa posição, mas é inegável que em nossa equipe suas melhores participações foram mais aberto pela direita. Se não quer jogar de lateral, que joga de forma mais incisiva pelo lado. Já Felipe mostra que não é lateral-direito e está mais do que na hora de voltar a sua posição original que é no meio-campo. 


Apesar das críticas, a partida contra o Cuiabá, o atleta foi o que levou mais perigo puxando a bola pelo meio.

Outra insistência é em Rodrigo Mancha.

Embora muitos  pedirem o jogador como volante, a última experiência contra o ASA foi muito complicada, Mancha tem bom tempo de bola e é bastante técnico, mas esbanja lentidão e até mesmo na defesa muitas vezes isso é perigoso. Tendo Edimar no banco, é mais do que na hora de trocar as peças. 



3- Treinos repetitivos 

Toda semana a mesma coisa no Pici. Bola parada, treinos de rondos (bobinhos) e coletivos, e mais coletivos, para mudar, 12 ou 13 no time titular contra 11 do time reserva, ou seja, treino de superioridade numérica, jamais treino com menos jogadores por setor, não é atoa que nosso time enfrenta dificuldades quando imprensado pela marcação, ou contra times mais fechados.



4- Leitura de jogo

Substituições erradas, modificações que não dão certo, com exceção de uma ou outra partida, a maioria dos jogos em que o técnico esteve a frente do time, a equipe conseguiu produzir menos com suas mudanças. Contra o Cuiabá, o time jogou no 4-2-2-2 com Hiago e Éverton pelas pontas, Pablo e Wellington Reis centralizados, os dois laterais ficaram presos, já que a equipe do Mato Grosso dobrava a marcação dos lados e o meio tricolor não existia.


Durante toda a partida, o Cuiabá deixou o meio completamente aberto para infiltração, as melhores chegadas foram em subidas pelo centro do campo, e mesmo assim, Bonamigo insistiu até o fim da partida em jogar pelas pontas. Insistiu tanto que tirou o centralizado Lúcio Flávio e colocou Vinícius Baiano que prefere jogar pelo meio da área ou próximo daquela posição, aberto na ponta direita.



5- Padrão de jogo previsível

Nem precisamos falar muito aqui, não é? O time que empatou contra o Cuiabá tinha oito jogadores que foram eliminados contra o Ferroviário no Estadual. Bonamigo perdeu a mudança de postura do início da Série C, não encontrou um padrão fixo, não consegue tirar o melhor dos jogadores e é óbvio. Tomou um nó tático do técnico do Cuiabá, Moacir Júnior, que manteve seu chato, mas competente time invicto fora de casa, com 7 empates nas 7 partidas disputadas. 


Não nos entendam como corneteiros, a Série C apresentou até então um nível técnico bem baixo, mas diferente de anos anteriores, a equipe não nos deu motivo para confiança. Sem um jogo sólido, sem um padrão formado até o momento e sem convencer, a preocupação é óbvia, mesma com a classificação para o mata-mata encaminhada.



Um novo técnico também seria uma incógnita. Em 2016, uma mudança forçada foi prejudicial para o time. A favor em relação ao ano passado, desta vez o novo comandante teria mais tempo para trabalhar e conhecer os jogadores.



A pergunta agora é: qual  risco vale a pena correr? Continuar com Paulo Bonamigo ou contratar um novo treinador para a reta final