Gestão profissional é importante em todos os setores ~ Bora Leão
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Gestão profissional é importante em todos os setores

Postado por Luca Laprovitera às 02:37:00 quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Zagueiro Réver do Flamengo lamenta o vice na Sul-americana
(Foto: GloboEsporte.com/Divulgação)
Antes de começar esse texto quero deixar bem claro que ele é uma análise direta para o Fortaleza e que não torço por nenhum clube fora do nosso estado, mas a análise de gestões é importante para falarmos da nova realidade do Leão.

10 Junho de 2017, Luis Eduardo Girão assume o Fortaleza na expectativa de levar o time ao tão sonhado acesso à Série B. Empresário de sucesso, LEG injeta quantias milionárias no clube para sanar algumas dívidas e consegue o principal objetivo. Apesar disso fica velada o principal feito de sua gestão, a implementação de uma gestão profissionalizante no clube.

São contratadas consultorias financeiras, os setores começam a ser melhor divididos, assumem Diretores de experiência nas respectivas áreas, o clube aos poucos começa a tratar tudo como uma empresa. No dia 6 de novembro, Luis Eduardo renuncia e seu vice, Marcelo Paz, assume a principal cadeira do Fortaleza. 

Jovem empresário, Marcelo Paz mantém os projetos do antigo presidente e pensando em melhorar o desenvolvimento de outros setores, firma parcerias com outras consultorias visando crescimento no comercial e marketing. Falando daqui parece tudo muito bonito e queremos que isso dê certo, que renda frutos ao Tricolor, mas também precisamos entender como funciona uma gestão profissional.

Imagem do programa Bate-Bola Debate da ESPN Brasil,
analisando o Palmeiras no início da temporada
Em 2017, o Flamengo investiu quase R$ 75 milhões no Departamento de Futebol, já o Palmeiras tinha gasto até o dia 2 de agosto, absurdos R$ 210 milhões no mesmo setor. O clube carioca na temporada conquistou apenas o estadual, foi vice-campeão da Copa do Brasil e da Copa Sul-americana, sem vencer nenhum jogo das quatro grandes finais que fez. 

No Brasileiro, conquistou a vaga na Libertadores com a 6ª posição, algo que até 2015 não lhe daria direito e mesmo assim, só conseguiu ir direto a Fase de Grupos da competição em 2018, por conta da mão de Uilliam Corrêa aos 50 do 2º tempo. Já o clube paulista, nenhum título, nenhuma final e viu o arqui-rival com orçamento bastante reduzido conquistar dois títulos, o estadual e um hepta brasileiro com enorme facilidade.

E o que isso influi ao Fortaleza? Cuidado nas análises, o não título do Flamengo hoje é uma derrota a todos que pedem um futebol mais profissional e com gestões competentes, mas evidência que apesar de uma boa comunicação, um bom departamento financeiro, um bom departamento jurídico, um bom departamento comercial, sem um departamento de futebol a altura, tudo isso pode ser posto em prova e de nada valer. Todo o clube deve andar de mãos dadas com um planejamento unitário e visto com o mesmo cuidado e carinho. 

Os fracassos de Flamengo e Palmeiras evidenciam que ter dinheiro no futebol não é tudo, apesar que ajuda bastante. O investimento tem que ser bem pensado e analisado, que a montagem de times devem ser feitas de forma em que o Departamento de Futebol imagine se os atletas conseguem jogar juntos, se render no esquema pretendido. O Palmeiras da Parmalat nos anos 90 torrava muito dinheiro, mas ao mesmo tempo em que contratavam um Paulo Nunes campeão de tudo no Grêmio e artilheiro do Brasileiro, levavam um garoto Alex de 19 anos que começava a se destacar no Coritiba. 

Presidente do Fortaleza, Marcelo Paz (Foto: O Povo)
Então o primeiro é paciência e observar como as coisas estão se moldando. A nova gestão já teve seus acertos como a ampliação do Sócio Torcedor, também teve suas decisões mais aptas para discussão como o aumento do preço dos planos do mesmo para 2018, mas parece estar mais ligada em fazer o clube não depender de mecenas que tiram do próprio bolso para o clube andar pelas próprias pernas. 

O torcedor, a imprensa e o clube em si precisam entender que o período dos presidentes e aportes milionários de torcedores apaixonados como Ribamar Bezerra, a Era Santana Têxtil e derivados precisam acabar, o Fortaleza precisa sobreviver por si só. Precisa dos sócios, precisa de rendas, precisa de acordos com patrocinadores, seja na camisa, nos banners, nas placas de campo, precisa fazer o clube respirar, precisamos entrar e entender o novo momento do futebol, e se deixarmos isso passar, a conta chega, está na hora de profissionalizar o Tricolor.

Por Luca Laprovitera