Um ídolo é imortal ~ Bora Leão
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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Um ídolo é imortal

Postado por Unknown às 01:08:00 terça-feira, 28 de agosto de 2018
(Foto: Pedro Chaves/FCF)

No futebol, como na vida, existem os ídolos. Eles são aqueles personagens que marcam épocas por fazerem conquistas memoráveis acontecerem. Quando um atleta faz uma torcida vibrar, comemorar e sorrir ao lembrar do seu nome para sempre, ele pode dizer que é ídolo. Ídolo é aquele que torna um momento eterno. Ídolo é aquele que faz o torcedor sempre sentir nostalgia. Ídolo é aquele que, independente do que o tempo possa fazer, é lembrado como um herói.

Na década de 2000, o Fortaleza teve um ídolo diferente: o Clodoaldo. Jogador de talento fascinante, ele encheu os olhos de quem o viu jogar. Mesmo com uma série de problemas extracampo, mostrou um futebol muito acima da média, levando o time à Série A por duas vezes e colocando o Leão em evidência nacional. Quem é capaz de esquecer as narrativas poéticas que Clodoaldo fez o país assistir no Globo Esporte?

Ele somou 126 gols e se tornou o segundo maior artilheiro da história do clube. Foi incrível. Foi diferente. Foi inesquecível. De modo inimaginável, saiu para o maior rival do tricolor, entristecendo e perfurando corações de milhares de tricolores apaixonados. De lá, rodou por diversos times de menor expressão. Seu talento continuava, mas o brilho nunca mais seria o mesmo.

Mesmo com toda a mágoa do que aconteceu, nunca nenhum leonino o esqueceu. Impossível lembrar do que o Fortaleza já gerou de felicidade e não sorrir vendo a cena de algum gol que ele levou à torcida ao delírio. Nós não conseguimos esquecer dos dias em que Clodoaldo derrotou o nosso rival, e os torcedores deles não conseguem não lembrar o quanto sofreram com o baixinho.

Esse domingo (26) Clodoaldo voltou a jogar pelo Fortaleza. Após quase 13 anos, ele vestiu o manto tricolor numa partida contra o Floresta válida pela Taça Fares Lopes, um torneio bem menor dos que ele costumava atuar. Emocionou a mim e a todo tricolor que teve o prazer de assistir o passado reviver. Impossível vê-lo e não recordar das vezes em que ele fez do jogo uma obra de arte. Não bastasse a nostalgia natural, ele mostrou que não desaprendeu o que sempre teve de melhor: fazer gols. Aos 49 minutos do segundo tempo, fez o gol de empate da partida, que terminou em 1 a 1.

Não, não foi o mesmo que os gols deu se auge. Mas deu para assistir todo um filme por uma outra vez. O tempo passou, a vida mudou, mas Clodoaldo não. Clodoaldo é Clodoaldo: o ídolo do Fortaleza. Nem todo o desgaste e todas as mágoas o impediram de brilhar de novo. Quando ele marcou, toda sua história se fez viva e mostrou que o futebol-arte nunca deixou de viver no manto tricolor. É isso que um ídolo é: um imortal que nunca deixa o que foi bom ficar para trás.