10 jogadores que você talvez nem lembre que passaram pelo Fortaleza - Parte II ~ Bora Leão
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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

10 jogadores que você talvez nem lembre que passaram pelo Fortaleza - Parte II

Postado por Luca Laprovitera às 17:35:00 terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Técnico do sub-20 tricolor por dez anos, Jorge Veras
também foi atleta do Leão
Já que a primeira parte fez tanto sucesso, resolvi fazer a parte dois com outros 10 jogadores que passaram pelo Fortaleza e talvez o pessoal nem lembre (VEJA A PARTE I AQUI). Alguns a galera talvez nem saiba quem são, mas a gente faz o favor de lembrar e servir esse prato cheio para os saudosistas de plantão. 

RUI REI (1980)
Rui Rei com a camisa do Corinthians
Centroavante rápido e perigoso, características que todos gostam no camisa 9 de sua equipe. Foi assim que Rui Rei surgiu no Flamengo na primeira metade dos anos 70. Passou pela Portuguesa, mas começou a brilhar na Ponte Preta onde teve seu capítulo mais polêmico na carreira. Expulso no início do jogo na final do Paulista de 77 contra o Corinthians, aumentou ainda mais a especulação quando dias depois foi apresentado no alvinegro de Parque São Jorge. Por lá conquistou o título paulista de 79 e marcando 21 gols em 77 jogos. Chegou ao Fortaleza em 1980 para a disputa da Taça de Prata (Série B do Brasileiro). No Leão não se firmou, marcando apenas 2 gols e saindo para o Botafogo-RJ após o fim da competição. 

MARQUINHO CARIOCA (1983)

Ponta esquerda perigoso, Marquinho Carioca apareceu no Vasco no início dos anos 80. Peça importante do time campeão carioca de 1982, era uma espécie de 12º jogador do técnico Antônio Lopes. Jovem e sem espaço, foi emprestado ao Fortaleza no ano seguinte e fez um ataque mortal ao lado de Júlio César Uri Gheller e Luizinho das Arábias nos poucos meses que esteve no Leão. O suficiente para conquistar o título estadual e ser lembrado até hoje por muitos da época. No ano seguinte foi convocado por Edu Antunes para a Seleção Brasileira atuando em dois amistosos contra Argentina e Uruguai. Ainda passou pela dupla Fla-Flu, pelo Atlético-MG onde foi campeão mineiro em 1988 e pelo Coritiba onde aposentou na temporada seguinte, com apenas 29 anos. 

JOSIMAR (1991)

Você já deve ter visto aqueles dois belos gols que a Seleção Brasileira marcou na Copa do Mundo de 1986 (esse contra a Irlanda do Norte e esse contra a Polônia), no México. O dono dessa façanha foi o lateral-direito Josimar. Forte, dono de chute impecável e boa marcação, foi dono da posição no Botafogo em boa parte dos anos 80, sendo negociado com o Sevilla da Espanha, em 1988. Depois disso foi uma sequência de passagens sem sucesso em seu retorno ao Botafogo, pelo Flamengo, Internacional-RS e Bangu. Chegou no Fortaleza em 1991 para assumir a lateral-direita. Mesmo sem os gols de fora da área, cumpriu papel importante no título estadual daquele ano (você já deve ter ouvido a narração de Ivan Bezerra e o "Miranda, Mirandinha"). Saiu do clube em seguida, rodando um bocado até aposentar no fim de 1996 pelo Mineros de Guayana, da Venezuela.

PAULINHO CRICIÚMA (1993) 
Revista Placar comentando
a contratação do atleta, em 1993
Paulinho Criciúma foi um meia-atacante de muito sucesso no futebol brasileiro entre os anos 70 e 80. Com passagens marcantes pelo Criciúma, pelo Bangu onde foi vice-campeão brasileiro em 1985, pelo Botafogo onde foi bicampeão carioca em 1989 e 1990 encerrando 21 anos de jejum do clube carioca sem títulos e pelo Internacional onde foi campeão gaúcho em 1991. Nesse mesmo ano foi negociado com o Nagoya Grampus do Japão, aterrissou no Pici no início de 1993. Poucos jogos, nenhum impacto e sem gols, Paulinho logo foi para o Los Angeles Salsa dos Estados Unidos. Aposentou no Celaya do México, em 1996.

JORGE VERAS (1993)
Jorge Veras pelo Fortaleza (Foto: Arquivo MaurícioRetrô)
Jorge Veras é peça conhecida no Pici. Foi técnico do sub-20 por dez temporadas, entre 2007 e 2016, sendo três vezes campeão cearense do sub-20 e uma do sub-18. Revelado no Ceará em 1980, foi no Ferroviário em 1982 que começou a fazer sucesso que levou o Criciúma a contratá-lo. Foram três anos no interior de Santa Catarina com muito sucesso, conquistando o Campeonato Catarinense de 1986 e a artilharia em 1985 com 21 gols. Sucesso foi tanto que o Grêmio o contratou em 1987, ficando por lá duas temporadas marcando dois gols e sendo bicampeão gaúcho. Em 1989 voltou ao Criciúma sendo novamente campeão catarinense, passando por Ferroviário, Avaí e Bandeirante-SP até chegar ao Fortaleza, em 1993. Já na parte final da carreira, Jorge Veras fez boas partidas, o ponta-esquerda marcou alguns gols, mas deixou o clube após o estadual para atuar no 4 de Julho-PI. Aposentou em 1996 no Quixadá.

Toto (2000)
Toto aquecendo antes do treinamento no Cruzeiro
Toto começou em 1988 pelo Juventus de Jaraguá do Sul, clube de sua cidade natal, em Santa Catarina. Despontou no Catarinense de 1991 quando foi artilheiro, marcando 19 gols. Foi contratado pelo Flamengo e mesmo com poucos jogos, foi campeão brasileiro em 1992, marcando 4 gols em 9 jogos. No meio da temporada foi para o Cruzeiro onde foi campeão e artilheiro do Campeonato Mineiro com 16 gols. Do banco viu o time ser campeão da Supercopa nesse mesmo ano e da Copa do Brasil em 1993. Com o surgimento de um garoto chamado Ronaldo, que depois seria chamado de "Fenômeno", Toto perdeu espaço e começou a rodar pelo Sul do país, passando por Paraná, Joinville, Figueirense, Criciúma e Chapecoense, até chegar ao Fortaleza em 2000. O início foi arrasador, 5 gols em 6 jogos, mas o alto atacante dos cabelos loiros logo caiu de rendimento marcando apenas mais 2 gols até o fim de sua passagem e deixando o clube após o título estadual, aposentando próximo de completar 32 anos de idade.

Darci (2002) 

Darci "Cavalo" começou no América-RJ no fim dos anos 80, tendo boas passagens pelo Paysandu-PA e pelo Volta Redonda-RJ no início dos anos 90. Rodou por Belenenses e Felgueiras de Portugal e pelo Rochester Rhinos dos Estados Unidos até aportar no Olaria no início de 1999. Um dos destaques do Campeonato Carioca daquele ano com 7 gols, sua aparência semelhante ao de Ronaldo "Fenômeno" com o fato de marcar gol em três dos quatro grandes logo chamaram atenção e no segundo semestre foi para o Botafogo. Rodou mais um pouco até chegar no Fortaleza em 2002 como a solução para os gols. Após algumas partidas e sem gols, Darci foi dispensado do Tricolor, e continuou perambulando até aposentar em 2006, após passagem pelo Aragua, da Venezuela. Faleceu vítima de um ataque cardíaco em janeiro desse ano, aos 49 anos.

Macedo (2003) 
Macedo em ação pelo Santos
Macedo foi um dos atacantes de maior sucesso dos anos 90. Veloz, arisco e daqueles bons garçons, o jogador passou por São Paulo, Santos, Cruzeiro, Vasco, Coritiba e Grêmio arrastando taças. Foi campeão paulista, gaúcho, do Rio-São Paulo, Mundial, da Recopa e da Libertadores, chegou até a ser convocado por Falcão para a Seleção Brasileira, sem entrar em campo. Passou três temporadas na Ponte Preta entre 2000 e 2002, chegando ao Fortaleza em 2003. Passagem essa conturbada, 4 jogos e apenas um mês, deixando o clube para atuar no arqui-rival Ceará pela Série B. Apesar do início promissor no Fortaleza, saiu rápido e sem gols. Já no Ceará marcou 4 gols, mas também logo sua chama apagou e voltou para a Ponte Preta, também sem sucesso. Aposentou em 2009, aos 40 anos, pelo pequeno União Mogi, de São Paulo.

Cocito (2007)

Revelado pelo Botafogo-SP em 1997, fez sucesso mesmo no Atlético-PR onde atuou entre 1998 e 2003. Apelidado carinhosamente de "Coicito" pelo jeito viril, ficou famoso por lesionar Kaká em uma partida de Campeonato Brasileiro. No clube paranaense foi tricampeão estadual em 2000, 2001 e 2002, além de Campeão Brasileiro em 2001. Passou sem sucesso por Corinthians em 2003 e por Grêmio em 2004. Ensaiou um retorno ao Atlético-PR em 2005, mas sem repetir as atuações da primeira passagem, foi negociado com o Tenerife da Espanha. Chegou ao Fortaleza no fim de março de 2007, chegou a atuar algumas partidas, mas o baixo desempenho e as lesões atrapalharam seu rendimento. Aposentou dois anos depois, aos 32 anos, pelo Vila Nova-GO.

Rodrigo Mendes (2009)

Rodrigo Mendes era um meia-atacante canhoto, habilidoso e de chute potente. No fim dos anos 90 e início dos anos 2000 fez sucesso atuando por Flamengo e Grêmio, empilhando taças como os estaduais Carioca e Gaúcho, a Mercosul de 1999 e a Copa do Brasil de 2001. Foi artilheiro da Libertadores de 2002 pelo Grêmio, marcando 10 gols, clube onde viveu sua melhor fase. Chegou ao Fortaleza no fimzinho de 2008, já bastante prejudicado pelas lesões, porém foi nome importantíssimo no título Cearense de 2009. Marcou 3 gols no 1º turno, inclusive um na final contra o Guarany de Sobral que nos garantiu na finalíssima, mas atuou até o fim da partida no sacrifício, levando-o a uma contusão que não o deixaria mais atuar pelo Leão. Com salário alto e críticas mistas sobre seu desempenho classificado como irregular, Rodrigo Mendes foi liberado ao fim do estadual. Acabou assinando com o Novo Hamburgo que jogaria até 2011 quando aposentou. 

Bônus: Willer (2000 e 2009)

Figura caricata dos estaduais nos anos 2000, o meia Willer Souza, o melhor, Willer "Palhaço" se destacou pelo Itapipoca e chamou atenção dos noticiários de todo país. Veloz e bastante técnico, o atleta tinha sido palhaço de circo e ainda vinha da mesma cidade de Tiririca. Willer passou duas vezes pelo Fortaleza, a primeira em 2000, para a disputa da Copa João Havelange, chegando até a marcar um gol no amistoso preparatório contra o Ferroviário, mas ficou maior parte do tempo no banco. Rodou pelo Independiente da Argentina, Anzhi, Dínamo Bryansk, Oryol, Luch-Energiya da Rússia, Suduva da Lituânia e Smorgon de Belarus até retornar ao Itapipoca em 2009. Destaque no estadual novamente, lá foi o Fortaleza levá-lo junto a um pacotão de atletas do interior como Léo Jaime e Júnior Cearense que vinham do Horizonte para a disputa da Série B. Willer novamente não se firmou, deixando o clube antes mesmo do fim da temporada. Aposentou em 2016, atuando novamente pelo Itapipoca.

Por Luca Laprovitera