A implementação do time B e o desafogo para as bases ~ Bora Leão
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domingo, 25 de agosto de 2019

A implementação do time B e o desafogo para as bases

Postado por Luca Laprovitera às 13:18:00 domingo, 25 de agosto de 2019
Dênis comemora gol em Clássico Rei na Taça Fares Lopes 2018,
onde o Fortaleza joga com o "time alternativo" (Foto: Pedro Chaves)

Ano após ano, após o fim do Estadual Sub-20, atletas que atingem a idade não tem seus contratos renovados, atletas esses que passaram 5, 6 anos treinando, morando, se alimentando e sonhando com uma chance no profissional do Fortaleza. Obviamente não dá para aproveitar todo mundo, mas a peneira pode ser melhor.
Meses atrás, o clube dispensou o zagueiro Guilherme, um dos mais promissores na posição que andou pelo Pici recentemente. Graças ao potencial, rapidamente assinou pelo Ceará onde foi para o time de aspirantes. Nessa semana foi a vez do volante Wilker, capitão do time sub-20 até atuou na estreia da Fares Lopes, mas faltando um mês para o fim do contrato foi dispensado e não continua nem no Fortaleza e nem poderá atuar por outra equipe na principal competição estadual do 2º semestre, praticamente um despejo e assinatura de desemprego até o fim da temporada.
Recentemente, o novo Coordenador das Bases, Carlos Anunciação, falou em entrevista ao Jornal O Povo que o time sub-20 ainda não tem atletas aptos a jogarem no profissional. O ponta Wesley, em 2017, foi o último jogador advindo da base a ter certa sequência no time titular do Fortaleza, antes disso, entre as temporadas 2013 e 2014 com Max Walef, Erivelton, Max Oliveira, Bruno Melo, Walfrido, Edinho e Romarinho subindo ao time principal.
Todos esses atletas ou permanecem no clube, ou atualmente jogam em clubes menores. A transição da base para o profissional vem sendo uma dificuldade enorme na última década, tanto que o principal nome vindo das bases tricolores sequer atuou profissionalmente pelo clube. Foram apenas 3 meses após ser adquirido em definitivo que Everton Cebolinha estreou pelo time principal do Grêmio, no dia 19 de janeiro de 2014, contra o São José, pelo Campeonato Gaúcho.
Uma forma de ajudar essa transição e desperdiçar tantas promessas é formalização de uma equipe B. O Tricolor de Aço desde 2015 coloca um misto de sub-20 e time B na Taça Fares Lopes, mas precisa de maior formalização. Na Europa, a prática é bastante comum e é usada por alguns grandes clubes no Brasil, especialmente pela dupla Gre-Nal e pelos quatro grandes de São Paulo.
É necessário que o time B tenha o própria comissão e não dependa das férias do sub-20 para ter equipe e estrutura pessoal. Nisso entra o maior empecilho para muitos, o calendário. Pode avaliar junto a FCF, a oportunidade da segunda equipe jogando as divisões de acesso do estadual, podendo jogar entre 8 à 15 jogos dependendo da divisão em que estiver e do calendário.
Com uma manutenção nas divisões principais do futebol brasileiro também abre-se outra possibilidade, que é jogar o Brasileirão de Aspirantes, que permite jogadores até 23 anos e quatro atletas acima dessa idade por partida. O time B aí pode manter quem bateu a idade das bases e jovens promessas do futebol brasileiro que precisam ser testadas e avaliadas no Fortaleza, além de atletas se recuperando de lesão vindas do time principal. Até aí já teríamos ao menos três opções de competição: sendo um estadual de acesso, o Brasileiro de Aspirantes e a própria Copa Fares Lopes, tendo uma equipe que poderia jogar até mesmo 30 jogos em uma temporada.
Times B no Brasil já ajudaram a revelar nomes como Marquinhos Gabriel, Eduardo Sasha, Diego Cavalieri, Elias (Atlético-MG), Vágner Love, Ricardo Goulart, Marquinhos (PSG), Deco, Éverton Ribeiro, e até mesmo no Fortaleza com Felipe e Jean Mota. Apesar do investimento é uma boa oportunidade de manter o desenvolvimento dos atletas oriundos da base que ainda não estão 100% aptos a atuaram no time A, uma boa oportunidade de recuperar atletas da equipe principal voltando de longas lesões como irá acontecer em breve com o lateral-direito Diego Tavares e o atacante Ederson, e a chance de testar melhor e propriamente promessas vindas de clubes menores ou que não tiveram espaço outros grandes clubes como o recém-contratados Otávio Jorge, volante vindo do Vitória, do meia Filipinho, meia do Bahia e Guilherme Souza, zagueiro vindo do Grêmio.
Quem sabe em um ritmo de desenvolvimento do Pici, com maior profissionalismo, essa ideia não seja vista com mais carinho.
Por Luca Laprovitera  Facebook Twitter Instagram Youtube