Bora Leão: História
Please enable / Bitte aktiviere JavaScript!
Veuillez activer / Por favor activa el Javascript![ ? ]
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Campanha do Fortaleza na Copa do Brasil 2019

Postado por Luca Laprovitera às 13:58:00 terça-feira, 20 de agosto de 2019
Felipe Araruna disputa bola em jogo de ida (Foto: Julio Caesar/O Povo)
Depois de ficar fora da Copa do Brasil na edição anterior, o Fortaleza voltou para sua 23ª participação na competição já direto nas Oitavas-de-Final, mas não teve vida longa e foi eliminado pelo Athlético-PR.

O Bora Leão então preparou um material como do estadual (VEJA AQUI) e como da Copa do Nordeste (VEJA AQUI), apresentamos o levantamento completo do Leão na competição com todos os dados e estatísticas. 


CARTÕES


Carlinho - 1 cartão amarelo e 1 cartão vermelho
Bruno Melo - 1 cartão amarelo
Felipe Alves - 1 cartão amarelo
Marcinho - 1 cartão amarelo

QUEM JOGOU
Marcinho atuou nas duas partidas (Foto: Kid Júnior/GE.com)

GOLEIROS

Felipe Alves - 1 jogo
Marcelo Boeck - 1 jogo

LATERAIS-DIREITOS
Tinga - 2 jogos

ZAGUEIROS
Juan Quintero - 2 jogos
Nathan Ribeiro - Não jogou
Patrick - Não jogou
Roger Carvalho - 2 jogos


LATERAIS-ESQUERDOS
Bruno Melo - 1 jogo
Carlinhos - 1 jogo

VOLANTES

Derley - Não jogou
Felipe - 1 jogo
Felipe Araruna - 2 jogos
Gabriel Dias - 1 jogo
Paulo Roberto - 1 jogo
Santiago Romero - Não jogou

MEIAS

Dodô - 1 jogo
Marlon - 2 jogos

ATACANTES

André Luis - 1 jogo
Edinho - 1 jogo
Gustavo Coutinho - Não jogou
Júnior Santos - 2 jogos
Marcinho - 2 jogos
Matheus Alessandro - 1 jogo
Osvaldo - 1 jogo
Romarinho - 2 jogos

CAMPANHA
Araruna disputa a bola no jogo da volta (Foto: Divulgação/Athlético-PR)
Fortaleza 0x0 Athlético-PR (16/05), 19:15 - Castelão / Jogo de Ida - Oitavas-de-Final
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo (RJ) e Alessandro Rocha de Matos (BA)
Cartão amarelo: Marcinho e Bruno Melo 
Time titular: Marcelo Boeck; Tinga, Juan Quintero, Roger Carvalho e Bruno Melo; Paulo Roberto e Felipe Araruna; Marlon, Romarinho (Matheus Alessandro), Marcinho (Júnior Santos) e André Luis (Edinho)
Banco: Felipe Alves, Patrick, Carlinhos, Derley, Felipe, Gabriel Dias, Santiago Romero, Dodô, Edinho, Matheus Alessandro, Gustavo Coutinho e Júnior Santos
Técnico: Rogério Ceni
Público Pagante: 27.075 pagantes
Público Não-Pagante: 653 não-pagantes
Público Total: 27.728 pessoas
Renda Total: R$ 198.926,00
Renda Líquida: R$ -7.779,54

Athlético-PR 1x0 Fortaleza (05/06), 19:15 - Castelão / Jogo de Volta- Oitavas-de-Final

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Alex Ang Ribeiro (SP) e Miguel Caetano Ribeiro (SP)
Cartões amarelos: Felipe Alves e Carlinhos
Cartão Vermelho: Carlinhos
Time titular: Felipe Alves; Gabriel Dias (Dodô), Juan Quintero, Roger Carvalho e Carlinhos; Felipe e Felipe Araruna; Marlon, Osvaldo (Júnior Santos), Marcinho (Tinga) e Romarinho
Banco: Marcelo Boeck, Tinga, Nathan Ribeiro, Patrick, Bruno Melo, Derley, Paulo Roberto, Santiago Romero, Dodô, Matheus Alessandro, André Luis e Júnior Santos 
Técnico: Rogério Ceni
Público Pagante: 14.863 pagantes
Público Não-Pagante: 934 não-pagantes
Público Total: 15.797 pessoas
Renda Total: R$ 241.625,00
Renda Líquida: 0

Por Luca Laprovitera 

Facebook
Twitter
Instagram
Youtube




sexta-feira, 19 de abril de 2019

Cai duro, churros e marujinho, saudade da 'culinária' do PV

Postado por Luca Laprovitera às 13:17:00 sexta-feira, 19 de abril de 2019

Próximo dia 25, completo 7 meses sem ver o Fortaleza no estádio. Sou rato de estádio desde meus 8, 9 anos, quando meu tio Orlando começou a me levar nos jogos do PV, lá no fim dos anos 90. 

Eu já era apaixonado pelo Fortaleza Esporte Clube. Era totalmente louco por futebol. Meu pai desde cedo gostou de entender como as coisas funcionam, abria instrumentos musicais para saber como o som saia, logo se apaixonou por carros e fez o mesmo, fez disso sua vida. 

Eu não fui muito diferente, herdei óbvio o amor pelo automobilismo, pela Fórmula 1 e a admiração por Ayrton Senna, mas a paixão foi pelo futebol. Pode até ser difícil de imaginar, mas nessa pouca idade eu já decorava dados, estatísticas, acompanhava tudo que podia sobre futebol, no Ceará e no mundo. Meus ídolos eram variados, minhas torcidas também.

Meu coração pertencia ao Fortaleza, primeiro por conta de Frank e Sandro. A admiração se prolongava ao Corinthians de Marcelinho Carioca, ao Flamengo de Romário, ao River Plate de Marcelo Salas e Francescoli, ao Real Madrid de Raúl e Mijatovic, à Internazionale de Ronaldo óbvio, e ao Porto por conta do cearense Jardel e de um meia-atacante iugoslavo de passadas largas que eu sonhava no Fortaleza, Drulovic. 

Minhas primeiras aventuras no estádio moviam duas paixões: futebol e comida (nota-se). A beleza era que as duas podiam ser feitas ao mesmo tempo. Eu comia e via os jogos. Quem cresceu nessa época sabe bem a variedade de pratos culinários que poderiam ser adquiridos no PV. 

Meu tio me levava para as Cadeiras Sociais, tomava litros de refrigerante levado pelo saudoso "Rato". Tinha café quentinho da tia, churros com muito leite condensado, batatas fritas tão gordurosas com o papel ficava transparente. Se comia cai duro, pratinhos de baião, ou de salgadinhos, tinha o pessoal que gostava de comer os espetos de mandioca, ou preferia os de carne ou frango. 

Meu preferido era o cachorro quente, sempre com muita batata palha, maionese e ketchup. Já crescendo, veio o favorito dos lisos, "Marujinho" (tinha as variações como o "Gutinho", com 2 reais dava para tomar uns quatro e levar o jogo de boa.

Com o tempo, o estádio foi mudando. A 'delicatessen' do estádio, o banquete do pobre foi dando lugar a cachorros quente sem graça, batatas Ruffles que são só o ar, a variedade ficou apenas para os setores mais 'abastados' do estádio como os setores Premium e Bossa Nova do Castelão. 

Claro, tem muita coisa boa (e relativamente cara). Só que sinto falta do meu Marujinho, daquele churros, o cachorro quente só o molho que foi reaproveitado do jogo de quarta para comer no domingo, do cai duro típico e quentinho, da tia com as garrafas de café, dos espetinhos. Seja você torcedor do Fortaleza ou Ceará, sei que se você cresceu com isso sabe que se perdeu um pouco da essência que é ir ao estádio em nosso estado. 

Quem sabe, das palavras de um gordinho que tá lá longe, a gente lembre com nostalgia daqueles tempos bons que ganhando ou perdendo, saímos ao menos de bucho cheio, de um tempo que parece que não volta mais, mas bem que podiam fazer uma fézinha e trazer de volta para nós.

Por Luca Laprovitera 

sábado, 13 de abril de 2019

10 jogos inesquecíveis da Série B 2018

Postado por Luca Laprovitera às 12:54:00 sábado, 13 de abril de 2019
Elenco levanta a taça no Castelão (Foto: Divulgação/Fortaleza)
Há exatamente um ano o Fortaleza começava sua caminhada vencedora para o inédito título da Série B do Brasileiro. Faltando 15 dias para a estreia na Série A 2019, listamos dez jogos inesquecíveis da caminhada tricolor que nos deram a taça.

FORTALEZA 2X1 GUARANI (1ª RODADA)

Aniversariante do dia, a estreia tricolor foi um prenúncio do que viria pela frente. Jogo disputado, sofrido, mas com vitória do Fortaleza. Tinga abriu o placar o 2º tempo, o Guarani empatou, mas Gustavo com golaço quase aos 49 minutos levou os quase 13 mil torcedores à loucura. 

FORTALEZA 3X0 GOIÁS (5ª RODADA)

Ainda invicto, o Fortaleza pegava o tradicional Goiás no Castelão e não ficou barato. Uma das melhores atuações tricolores, o Leão não tomou conhecimento depois de 45 minutos difíceis. Foi por cima que o tricolor furou a zaga adversária com Ligger e depois Gustavo, fechando o placar com golaço de Dodô.

FIGUEIRENSE 1X3 FORTALEZA (6ª RODADA)

O jogo que era considerado o mais difícil até ali na Série B. Partida no sempre difícil Sul do país, contra o Figueirense que tinha sido campeão estadual em cima da Chapecoense, tinha feito bom caminho na Copa do Brasil caindo na Terceira Fase para o Atlético-MG nos pênaltis após vencer em Belo Horizonte, o time catarinense vinha de duas derrotas, entre elas no Clássico contra o Avaí e vinha mordido contra o Fortaleza. O Leão até saiu perdendo, mas deu um baile de bola no Orlando Scarpelli e virou com gols de Bruno Melo, Edinho e Gustavo, chegando até ali à quinta vitória em seis partidas.

JUVENTUDE 0X3 FORTALEZA (18ª RODADA)

O Fortaleza nunca havia vencido um jogo no Rio Grande do Sul, eram 4 jogos sem vitória e sem Gustavo, artilheiro do time lesionado. O Leão estreava o atacante Ederson que não decepcionou, dando o passe para gol de Adalberto e marcando o seu. O centroavante Getterson ainda fechou o caixão, um jogo incrível.

GUARANI 2X3 FORTALEZA (20ª RODADA)

O Guarani foi difícil na ida e na volta, mas nos trouxe dois jogos memoráveis. O Bugre saiu na frente no Brinco de Ouro e abriu 2x0 ainda no primeiro tempo do jogo. Em um segundo tempo avassalador o Fortaleza foi para cima e virou o jogo. Felipe diminuiu o placar em um chutaço de longe. Aos 41 minutos, em um bate-rebate na grande área, a bola sobrou para Gustavo que empatou o jogo. A torcida já estava satisfeita, mas o Fortaleza é das obras impossíveis para muitos, menos para ele. Marcinho, aos 48 minutos (olha lá de novo), aproveitou passe de Tinga de cabeça e virou. Para muitos, o título veio ali. 

BRASIL DE PELOTAS 0X1 FORTALEZA (30ª RODADA)

Três anos antes o Brasil de Pelotas foi responsável por uma grande decepção da torcida tricolor. O Bento Freitas foi local de derrota no mata-mata da Série C 2015, mas na Série B de 2018 foi palco de festa. Em jogo duro, com pressão do Xavante que buscava fugir do rebaixamento, o Fortaleza jogou com inteligência. O zagueiro Ligger quase aos 29 do 2º tempo arriscou de longe um tirombaço e deu a vitória ao Tricolor que começava a ver com bons olhos a taça da Série B.

FORTALEZA 1X0 PAYSANDU (32ª RODADA)

Famoso jogo do Centenário, a partida foi dois dias depois do aniversário de 100 anos do clube. Castelão lotado, mosaico 360º graus, Fortaleza Eterno Amor cantando à plenos pulmões por 50 mil tricolores e pelos músicos no gramado, foi tudo perfeito e ao melhor jeito do Fortaleza. Jogo difícil, contra um dos principais rivais inter-regionais do clube, o Paysandu, e com direito à gol aos 47 do 2º tempo, como só o Fortaleza sabe fazer. Gustavo praticamente selava o título da Série B e levava milhões de tricolores ao choro. 

ATLÉTICO-GO 1X2 FORTALEZA (34ª RODADA)

O jogo do acesso foi incrível. O Leão foi impecável, com gols de Gustavo e o novamente autor de gol de acesso Bruno Melo, o Tricolor abriu 2x0 em Goiânia. O Atlético que ainda sonhava com uma volta à Série A partiu para cima e até diminuiu, mas Marcelo Boeck pegou tudo e no fim do jogo o torcedor podia gritar: "VOLTA LEÃO, PRA PRIMEIRA DIVISÃO", depois de 12 anos, o Leão estava de volta à Série A.

AVAÍ 0X1 FORTALEZA (36ª RODADA)

O Fortaleza chegava praticamente como campeão da Série B, dependendo da combinação de resultados, apenas um empate seria suficiente para levantar a taça. O tempo foi passando e os resultados necessários aconteciam, mas o time queria ser campeão de forma inapelável, sem dar abertura até que aos 49 do 2º tempo Rodolfo Bardella cruzou o campo e determinou a vitória e o título da Segunda Divisão, e novamente um grito saltava da garganta do torcedor tricolor: "É CAMPEÃO!"

FORTALEZA 4X1 JUVENTUDE (37ª RODADA)

Depois de dois anos, Fortaleza e Juventude voltavam a se enfrentar em um Castelão lotado. Se em 2016 a festa foi do clube gaúcho, dessa vez o torcedor tricolor não iria chorar de tristeza ao fim, já entrava no estádio com a felicidade de ser campeão Brasileiro. Uma festa poucas vezes vista, mais de 50 mil torcedores nas arquibancadas, mosaico brilhante e um futebol impecável. O Juventude pensou em molhar o chopp e abriu o placar, mas não resistiu à força do Tricolor, Marlon empatou, Gustavo marcou seus últimos dois gols pelo Leão e Marlon deu números finais. Era dia de festa, de felicidade e depois de finalmente Marcelo Boeck levantar um troféu como capitão do Fortaleza, frente a um lotado Castelão, como roteiro de cinema. 

E você, torcedor? Qual seu jogo inesquecível da Série B 2018?

Por Luca Laprovitera 

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

10 jogadores que você talvez nem lembre que passaram pelo Fortaleza - Parte II

Postado por Luca Laprovitera às 17:35:00 terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Técnico do sub-20 tricolor por dez anos, Jorge Veras
também foi atleta do Leão
Já que a primeira parte fez tanto sucesso, resolvi fazer a parte dois com outros 10 jogadores que passaram pelo Fortaleza e talvez o pessoal nem lembre (VEJA A PARTE I AQUI). Alguns a galera talvez nem saiba quem são, mas a gente faz o favor de lembrar e servir esse prato cheio para os saudosistas de plantão. 

RUI REI (1980)
Rui Rei com a camisa do Corinthians
Centroavante rápido e perigoso, características que todos gostam no camisa 9 de sua equipe. Foi assim que Rui Rei surgiu no Flamengo na primeira metade dos anos 70. Passou pela Portuguesa, mas começou a brilhar na Ponte Preta onde teve seu capítulo mais polêmico na carreira. Expulso no início do jogo na final do Paulista de 77 contra o Corinthians, aumentou ainda mais a especulação quando dias depois foi apresentado no alvinegro de Parque São Jorge. Por lá conquistou o título paulista de 79 e marcando 21 gols em 77 jogos. Chegou ao Fortaleza em 1980 para a disputa da Taça de Prata (Série B do Brasileiro). No Leão não se firmou, marcando apenas 2 gols e saindo para o Botafogo-RJ após o fim da competição. 

MARQUINHO CARIOCA (1983)

Ponta esquerda perigoso, Marquinho Carioca apareceu no Vasco no início dos anos 80. Peça importante do time campeão carioca de 1982, era uma espécie de 12º jogador do técnico Antônio Lopes. Jovem e sem espaço, foi emprestado ao Fortaleza no ano seguinte e fez um ataque mortal ao lado de Júlio César Uri Gheller e Luizinho das Arábias nos poucos meses que esteve no Leão. O suficiente para conquistar o título estadual e ser lembrado até hoje por muitos da época. No ano seguinte foi convocado por Edu Antunes para a Seleção Brasileira atuando em dois amistosos contra Argentina e Uruguai. Ainda passou pela dupla Fla-Flu, pelo Atlético-MG onde foi campeão mineiro em 1988 e pelo Coritiba onde aposentou na temporada seguinte, com apenas 29 anos. 

JOSIMAR (1991)

Você já deve ter visto aqueles dois belos gols que a Seleção Brasileira marcou na Copa do Mundo de 1986 (esse contra a Irlanda do Norte e esse contra a Polônia), no México. O dono dessa façanha foi o lateral-direito Josimar. Forte, dono de chute impecável e boa marcação, foi dono da posição no Botafogo em boa parte dos anos 80, sendo negociado com o Sevilla da Espanha, em 1988. Depois disso foi uma sequência de passagens sem sucesso em seu retorno ao Botafogo, pelo Flamengo, Internacional-RS e Bangu. Chegou no Fortaleza em 1991 para assumir a lateral-direita. Mesmo sem os gols de fora da área, cumpriu papel importante no título estadual daquele ano (você já deve ter ouvido a narração de Ivan Bezerra e o "Miranda, Mirandinha"). Saiu do clube em seguida, rodando um bocado até aposentar no fim de 1996 pelo Mineros de Guayana, da Venezuela.

PAULINHO CRICIÚMA (1993) 
Revista Placar comentando
a contratação do atleta, em 1993
Paulinho Criciúma foi um meia-atacante de muito sucesso no futebol brasileiro entre os anos 70 e 80. Com passagens marcantes pelo Criciúma, pelo Bangu onde foi vice-campeão brasileiro em 1985, pelo Botafogo onde foi bicampeão carioca em 1989 e 1990 encerrando 21 anos de jejum do clube carioca sem títulos e pelo Internacional onde foi campeão gaúcho em 1991. Nesse mesmo ano foi negociado com o Nagoya Grampus do Japão, aterrissou no Pici no início de 1993. Poucos jogos, nenhum impacto e sem gols, Paulinho logo foi para o Los Angeles Salsa dos Estados Unidos. Aposentou no Celaya do México, em 1996.

JORGE VERAS (1993)
Jorge Veras pelo Fortaleza (Foto: Arquivo MaurícioRetrô)
Jorge Veras é peça conhecida no Pici. Foi técnico do sub-20 por dez temporadas, entre 2007 e 2016, sendo três vezes campeão cearense do sub-20 e uma do sub-18. Revelado no Ceará em 1980, foi no Ferroviário em 1982 que começou a fazer sucesso que levou o Criciúma a contratá-lo. Foram três anos no interior de Santa Catarina com muito sucesso, conquistando o Campeonato Catarinense de 1986 e a artilharia em 1985 com 21 gols. Sucesso foi tanto que o Grêmio o contratou em 1987, ficando por lá duas temporadas marcando dois gols e sendo bicampeão gaúcho. Em 1989 voltou ao Criciúma sendo novamente campeão catarinense, passando por Ferroviário, Avaí e Bandeirante-SP até chegar ao Fortaleza, em 1993. Já na parte final da carreira, Jorge Veras fez boas partidas, o ponta-esquerda marcou alguns gols, mas deixou o clube após o estadual para atuar no 4 de Julho-PI. Aposentou em 1996 no Quixadá.

Toto (2000)
Toto aquecendo antes do treinamento no Cruzeiro
Toto começou em 1988 pelo Juventus de Jaraguá do Sul, clube de sua cidade natal, em Santa Catarina. Despontou no Catarinense de 1991 quando foi artilheiro, marcando 19 gols. Foi contratado pelo Flamengo e mesmo com poucos jogos, foi campeão brasileiro em 1992, marcando 4 gols em 9 jogos. No meio da temporada foi para o Cruzeiro onde foi campeão e artilheiro do Campeonato Mineiro com 16 gols. Do banco viu o time ser campeão da Supercopa nesse mesmo ano e da Copa do Brasil em 1993. Com o surgimento de um garoto chamado Ronaldo, que depois seria chamado de "Fenômeno", Toto perdeu espaço e começou a rodar pelo Sul do país, passando por Paraná, Joinville, Figueirense, Criciúma e Chapecoense, até chegar ao Fortaleza em 2000. O início foi arrasador, 5 gols em 6 jogos, mas o alto atacante dos cabelos loiros logo caiu de rendimento marcando apenas mais 2 gols até o fim de sua passagem e deixando o clube após o título estadual, aposentando próximo de completar 32 anos de idade.

Darci (2002) 

Darci "Cavalo" começou no América-RJ no fim dos anos 80, tendo boas passagens pelo Paysandu-PA e pelo Volta Redonda-RJ no início dos anos 90. Rodou por Belenenses e Felgueiras de Portugal e pelo Rochester Rhinos dos Estados Unidos até aportar no Olaria no início de 1999. Um dos destaques do Campeonato Carioca daquele ano com 7 gols, sua aparência semelhante ao de Ronaldo "Fenômeno" com o fato de marcar gol em três dos quatro grandes logo chamaram atenção e no segundo semestre foi para o Botafogo. Rodou mais um pouco até chegar no Fortaleza em 2002 como a solução para os gols. Após algumas partidas e sem gols, Darci foi dispensado do Tricolor, e continuou perambulando até aposentar em 2006, após passagem pelo Aragua, da Venezuela. Faleceu vítima de um ataque cardíaco em janeiro desse ano, aos 49 anos.

Macedo (2003) 
Macedo em ação pelo Santos
Macedo foi um dos atacantes de maior sucesso dos anos 90. Veloz, arisco e daqueles bons garçons, o jogador passou por São Paulo, Santos, Cruzeiro, Vasco, Coritiba e Grêmio arrastando taças. Foi campeão paulista, gaúcho, do Rio-São Paulo, Mundial, da Recopa e da Libertadores, chegou até a ser convocado por Falcão para a Seleção Brasileira, sem entrar em campo. Passou três temporadas na Ponte Preta entre 2000 e 2002, chegando ao Fortaleza em 2003. Passagem essa conturbada, 4 jogos e apenas um mês, deixando o clube para atuar no arqui-rival Ceará pela Série B. Apesar do início promissor no Fortaleza, saiu rápido e sem gols. Já no Ceará marcou 4 gols, mas também logo sua chama apagou e voltou para a Ponte Preta, também sem sucesso. Aposentou em 2009, aos 40 anos, pelo pequeno União Mogi, de São Paulo.

Cocito (2007)

Revelado pelo Botafogo-SP em 1997, fez sucesso mesmo no Atlético-PR onde atuou entre 1998 e 2003. Apelidado carinhosamente de "Coicito" pelo jeito viril, ficou famoso por lesionar Kaká em uma partida de Campeonato Brasileiro. No clube paranaense foi tricampeão estadual em 2000, 2001 e 2002, além de Campeão Brasileiro em 2001. Passou sem sucesso por Corinthians em 2003 e por Grêmio em 2004. Ensaiou um retorno ao Atlético-PR em 2005, mas sem repetir as atuações da primeira passagem, foi negociado com o Tenerife da Espanha. Chegou ao Fortaleza no fim de março de 2007, chegou a atuar algumas partidas, mas o baixo desempenho e as lesões atrapalharam seu rendimento. Aposentou dois anos depois, aos 32 anos, pelo Vila Nova-GO.

Rodrigo Mendes (2009)

Rodrigo Mendes era um meia-atacante canhoto, habilidoso e de chute potente. No fim dos anos 90 e início dos anos 2000 fez sucesso atuando por Flamengo e Grêmio, empilhando taças como os estaduais Carioca e Gaúcho, a Mercosul de 1999 e a Copa do Brasil de 2001. Foi artilheiro da Libertadores de 2002 pelo Grêmio, marcando 10 gols, clube onde viveu sua melhor fase. Chegou ao Fortaleza no fimzinho de 2008, já bastante prejudicado pelas lesões, porém foi nome importantíssimo no título Cearense de 2009. Marcou 3 gols no 1º turno, inclusive um na final contra o Guarany de Sobral que nos garantiu na finalíssima, mas atuou até o fim da partida no sacrifício, levando-o a uma contusão que não o deixaria mais atuar pelo Leão. Com salário alto e críticas mistas sobre seu desempenho classificado como irregular, Rodrigo Mendes foi liberado ao fim do estadual. Acabou assinando com o Novo Hamburgo que jogaria até 2011 quando aposentou. 

Bônus: Willer (2000 e 2009)

Figura caricata dos estaduais nos anos 2000, o meia Willer Souza, o melhor, Willer "Palhaço" se destacou pelo Itapipoca e chamou atenção dos noticiários de todo país. Veloz e bastante técnico, o atleta tinha sido palhaço de circo e ainda vinha da mesma cidade de Tiririca. Willer passou duas vezes pelo Fortaleza, a primeira em 2000, para a disputa da Copa João Havelange, chegando até a marcar um gol no amistoso preparatório contra o Ferroviário, mas ficou maior parte do tempo no banco. Rodou pelo Independiente da Argentina, Anzhi, Dínamo Bryansk, Oryol, Luch-Energiya da Rússia, Suduva da Lituânia e Smorgon de Belarus até retornar ao Itapipoca em 2009. Destaque no estadual novamente, lá foi o Fortaleza levá-lo junto a um pacotão de atletas do interior como Léo Jaime e Júnior Cearense que vinham do Horizonte para a disputa da Série B. Willer novamente não se firmou, deixando o clube antes mesmo do fim da temporada. Aposentou em 2016, atuando novamente pelo Itapipoca.

Por Luca Laprovitera 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Clássico Rei - 100 anos de história

Postado por Luca Laprovitera às 19:32:00 segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Clássico Rei disputado em 2000 (Foto: José Leomar)
100 anos de história. É essa a idade do maior do mundo para mim e para outros quase 50 milhões de apaixonados. Clássico esse tão apaixonante que divide estado, capital, colégios e famílias. De um lado um clube de cores simples, preto e branco. Do outro um clube que prefere cores mais vivas, chamativas, do vermelho, azul e branco.

Clássico que começou polêmico e decisivo, o primeiro foi logo uma final. De lá para cá ele decidiu diversos outros títulos, entre estaduais e turnos. No alto dos meus 29 anos, vi poucos clássico frente a essa história centenária, mas o suficiente para capítulos lindos e tristes de minha vida. Lembro-me criança do gol de Mário César no último minuto de prorrogação, frustrando aquele menino de 8 anos de comemorar seu primeiro título, impossibilitando de imortalizarmos ainda mais com todo mérito a dupla Sandro e Frank.

De lado um lado sofri com Sérgio Alves, mas vi o deles sofrer com Clodoaldo. Fui as lágrimas quando ouvi dos berros de Júlio Salles a bola de Daniel Frasson vencendo Jéfferson, era o fim da agonia, éramos campeões de 2000.

David Madrigal e seu caso não me desce, quanto para eles 2004 tem que ter final. Rinaldo e seus 4 gols, para uma vingança crua nas mãos de Adilson. Douglas e o impossível em 2009, Paulo Isidoro de garotinho nada tinha, e Fabiano para sempre tetra no Castelão.

O pênalti contestável de 2012, no PV. Luís Carlos parando todos em 2014, e Cassiano imortal quando tudo parecia perdido em 2015. Em 2018, eles venceram, de Centernada, levamos a taça da Série B para casa. Foram tantas histórias, tanta rivalidade, mas também tantas partilhas. Partilhamos também estado, cidade, colégio, famílias e amigos, partilhamos ídolos e conquistas, até que literalmente, 1992 que o diga. Partilhamos o amor por nossos clubes e por nossa terra.

Falo mal do meu rival sempre que posso, mas quem é de fora não pode dizer, falo mal eu que sou rival dele e não você. 100 de Clássico Rei, que alegria, esse é apenas mais um capítulo de um livro que espero eu, que nunca tenha fim.

E como não podia faltar brincadeira, deixo com vocês para mim a conquista mais gostosa do Fortaleza sobre o Ceará. Na voz de Júlio Salles e com imagem da TV Diário, o primeiro papa-penta que você nunca esquecerá.


Por Luca Laprovitera 
Com passagem na Seleção Brasileira, em 1999,
o goleiro Alexandre Fávaro foi um dos que passou pelo Pici
Fim de ano, contratações não estão saindo, temos que pensar naquelas pautas para encher linguiça. Hoje selecionamos 10 jogadores que passaram pelo Fortaleza e talvez você nem lembre. Jogadores com passagens de destaque em clubes tradicionais do país e até ídolo do maior rival, confira. 

DIMAS FILGUEIRAS (1971-1972)
Dimas pelo Fortaleza em 1972
Revelado pelo Botafogo-RJ, em 1963, ficando por lá até 1970, onde foi campeão Brasileiro em 1968 (justamente sobre o Fortaleza), Carioca em 1967 e 1968, e do Rio-São Paulo em 1964 e 1966, além de ter sido convocado para a Seleção Brasileira para a disputa dos Jogos Olímpicos de 1964, em Tóquio no Japão. Ídolo do maior rival, Ceará, Dimas atuou por lá entre 1972 e 1976, tendo assumido o comando do clube por diversas vezes, sendo técnico em mais de 500 partidas pelo rival. Mas o que poucos sabem é que a história de Dimas no estado começou no Fortaleza. O então lateral-esquerdo chegou no Leão em 1971 e ficou até o meio de 1972, sendo duas vezes vice-campeão cearense. 

CAÇAPAVA (1987)

Volante que gostava de subir ao ataque com frequência, Caçapava fez sucesso no Internacional dos anos 70 ao lado de Falcão, Batista e Carpegiani, sendo tetracampeão gaúcha e bicampeão brasileiro. Atuou 4 vezes pela Seleção Brasileira entre 1976 e 1977, ainda passou com sucesso no Corinthians no fim dos anos 70 e início dos anos 80, rodando por Palmeiras, Vila Nova-GO, Ceará e Novo Hamburgo-RS. Chegou ao Fortaleza em 1987, mas aposentou antes do time confirmar o título de Campeão Cearense daquela temporada. Morreu em 2016, vítima de um infarto, aos 61 anos de idade.

MENDONÇA (1993)
Mendonça em ação pelo Botafogo
Um dos maiores artilheiros do Botafogo-RJ, o meia Mendonça brilhou no clube do Rio entre 1975 e 1982. Fez sucesso também na Portuguesa-SP que lhe rendeu a convocação para o vice-campeonato da Copa América de 1983 pela Seleção Brasileira. Mendonça aportou no Pici dez anos depois, quando já havia rodado Palmeiras, Santos, Inter de Limeira-SP, Al-Sadd do Catar, Bangu, São Bento, Grêmio e Inter de Santa Maria. No Leão não foi impactante, saindo ao fim da temporada para atuar no América-RN, em 1994, aposentando dois anos depois no Barra Mansa-RJ.

WASHINGTON "CASAL 20" (1995)
Washington em seus tempos de Fluminense
Washington foi ídolo de Athlético-PR e Fluminense-RJ nos anos 80. Levou o clube paranaense a sua primeira semifinal de Brasileiro e pelo clube carioca foi tricampeão estadual e campeão brasileiro. Ao lado de seu fiel escudeiro, Assis, chegou a Seleção Brasileira, mas após sair do tricolor carioca rodou bastante sem sucesso. Chegou ao Fortaleza em 1995, aos 35 anos, marcou 2 gols no Campeonato Cearense contra Ceará e Tiradentes, mas saiu sem dar maiores impressões, aposentaria no ano seguinte no Foz do Iguaçu-PR. Faleceu em 2014 vítima das complicações de sua esclerose lateral amiotrófica. 

WILSON MANO (1996)
Wilson Mano pelo Corinthians
Famoso "Coringa da Fiel", surgiu no XV de Jaú em 1981 ficando até 1986 quando foi para o Corinthians. Polivalente, atuava de lateral, zagueiro, volante e meia, ficou 7 anos por lá, conquistando o Paulista de 1988, o Brasileiro em 1990 e a Supercopa do Brasil 1991. Em 1992 foi para o futebol japonês retornando em 1994 ao alvinegro paulista. Sem sucesso no retorno, passou também sem maiores impactos por Sãocarlense, Bahia e novamente pelo XV de Jaú. Chegou ao Fortaleza prestes a fazer 32 anos. Sua garra chamava atenção, mas as lesões o atrapalharam no Leão, chegou a marcar um gol contra o Itapipoca no estadual, mas acabou aposentando ao fim da temporada.

DANIEL FRANCO (2002)
Figurinha de Daniel Franco
nos tempos de Inter-RS
Lateral-esquerdo forte e de chute potente, Daniel Franco fez sucesso no Inter-RS no início da carreira. Titular do bicampeonato gaúcho de 1991 e 1992 e do título da Copa do Brasil de 1992, Franco ainda foi titular da Seleção Brasileira na conquista do Sul-Americano Sub-20 de 1991. Passou ainda por Atlético-MG, Corinthians, Avaí, St. Pauli da Alemanha, entre outros clubes até chegar no Fortaleza, em 2002. No Leão parecia sempre estar fora de forma, mesmo assim ainda conseguiu marcar 2 gols, um belíssimo de fora da área contra o CSA pela Copa do Nordeste e um de bicicleta contra o Maranguape no estadual, esse último, 2 dias antes da sua dispensa do clube.

EVANDRO "CHAVEIRINHO" (2006)

Evandro Chaveirinho chegou ao Fortaleza no fim de 2005, em uma espécie de time "teste" que Ribamar Bezerra montou para 2006. Meio-campo revelado pelo Vasco em 1988, teve sucesso por Goiás e Portuguesa nos anos 90 e início dos anos 2000, tendo inclusive passado pelo Flamengo em 1997, fazendo parte do time vice-campeão da Copa do Brasil daquele ano. Nos anos anteriores havia sido bicampeão da Série C pelo Brasiliense em 2002 e pelo Ituano em 2003, antes do Leão havia tido destaque no vice-campeonato da Série C pelo América-RN em 2005. Evandro não impressionou e nem se firmou, sendo liberado 2 meses depois para atuar pelo São Bento. Aposentou em 2009 atuando pelo Brasília.

ALEX ALVES (2008)

O atacante capoeirista fez grande sucesso nos anos 90, sendo vice-campeão brasileiro pelo Vitória em 1993, campeão Brasileiro pelo Palmeiras no ano seguinte, sendo novamente vice-campeão brasileiro pela Portuguesa em 1996, mas atingindo seu auge por Cruzeiro e Hertha Berlim da Alemanha. Famoso por seus gols e sua comemoração com passos de capoeira, seu estilo metrossexual fazia sucesso também fora dos gramados. Voltou ao Brasil em 2003 para atuar no Atlético-MG, mas a forma não era a mesma. Jogou ainda por Vasco, voltou ao Vitória e passou pelo Boavista-RJ, sem sucesso. Começou a recuperar a forma no Fortaleza em 2008 por conta de sua amizade com o meia Paulo Isidoro, assinou contrato e até estreou marcando um golaço contra o Quixadá, no Alcides Santos, mas não repetiu as atuações e foi dispensado. Aposentou em 2010 pelo União Rondonópolis-MT. Faleceu em 2012, aos 37 anos após um transplante medula para tratar uma rara doença que o afligia, chamada Hemoglobinúria paroxística noturna.

RODRIGO BECKHAM (2008)
Rodrigo Beckham no Everton
da Inglaterra
Rodrigo Beckham foi um dos jogadores que faziam sucesso no país no fim dos anos 90. Principal jogador do Gama no título da Série B de 1998, chegou ao Botafogo-RJ na temporada seguinte e foi o destaque do time na campanha do vice-campeonato da Copa do Brasil daquele ano, tendo inclusive dois gols anulados na final. No clube carioca teve destaque que o levou ao Everton da Inglaterra, logo após rápida passagem pelo Atlético-MG. No futebol inglês sofreu grave lesão no joelho que o levou a retornar ao Brasil para atuar no Corinthians, sem sucesso. Convivendo com lesões e dores rodou bastante até chegar ao Fortaleza, em 2008. Atuou em apenas 3 partidas, sendo dispensado durante a temporada.  

ALEXANDRE FÁVARO (2009)

Revelado pela Ponte Preta em 1998, Alexandre Fávaro era um dos promissores goleiros brasileiros no fim dos anos 90. Foi duas vezes eleito o melhor goleiro do Paulistão em 1999 e 2001, chegando a ser convocado por Wanderley Luxemburgo para um amistoso contra a Austrália, em 1999. Passou ainda por América-SP, Cruzeiro, com boas passagens por Paysandu onde foi bicampeão paraense e Brasiliense onde foi campeão candango. Chegou ao Fortaleza em 2009 para disputar posição com o prata da casa Douglas na Série B. Porém, Fávaro acabou não se firmando, atuando em 13 partidas e terminando a competição novamente no banco. Aposentou em 2012, no Ferroviário. 

Bônus: Fágner (2002)

O cantor Raimundo Fágner jogou com a camisa do Fortaleza em uma oportunidade. Foi em um Fortaleza 3x0 Maranguape, amistoso realizado no PV, em 2002. O artista atuou nos 15 minutos finais da partida entrando no lugar do baixinho Clodoaldo. 

Por Luca Laprovitera 

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

47 curiosidades do Fortaleza

Postado por Luca Laprovitera às 16:35:00 quinta-feira, 18 de outubro de 2018

No clima do centenário, preparamos um material com curiosidades da história do Fortaleza nesses 100 anos. Alguns mais conhecidos, outros nem tanto, mas todos ditos e preparados com muito carinho:

1-Alcides de Castro Santos, ou apenas Alcides Santos, nasceu no dia 4 de novembro de 1889, na cidade de Maranguape. Foi atleta de remo do Flamengo, estudou na Suíça, no College Stella, fundou a Sociedade Cearense Filatelia e Numismática, a Liga Metropolitana de Fortaleza, os clubes Stella, Riachuelo, Maranguape e Tabajara, que dariam origem ao Fortaleza, em 1918. Alcides foi o primeiro representante da Ford no Brasil e trouxe da Inglaterra a primeira bola de futebol específica para jogo do estado. Faleceu no dia 27 de outubro de 1971, aos 81 anos.

2-Antes do Fortaleza atual, Alcides Santos fundou o Fortaleza Sporting Club, em 1912. Um clube amador, mas que foi desfeito tempos depois.

3-Em 1918, Alcides Santos viajou para a Paris durante a Festa da Bastilha e se apaixonou pelas cores, decidindo ali que o vermelho, azul e branco seriam as cores dos uniformes de seu novo clube.

4-Como os tecidos com as cores azul e vermelho eram difíceis de se achar, eles eram pedidos de São Paulo para se tornar o uniforme do clube.

5-Foi do Fortaleza a primeira contratação de um atleta de fora do estado para o futebol cearense. O ponteiro Nelsindo, em 1919, vindo do Náutico-PE.

6-O primeiro título do Fortaleza foi a Liga Metropolitana de 1919.

7-Seis sobrinhos de Alcides Santos defenderam as cores do Fortaleza. Foram eles Moacyr, Jandir, Juracy, Jurandir (Caranã), Agapito e Walter.

8-O maior artilheiro em Clássicos-Rei é o tricolor Juracy, marcou 25 vezes entre os anos 20 e 30.

9-Bicampeão como goleiro nos estaduais de 1926 e 1927, Rolinha conquistou o tri em 1928 atuando como zagueiro.

10-No Campeonato Cearense de 1927, o Fortaleza aplicou a maior goleada dos Clássicos Rei, 8x0 com três gols de Hildebrando, dois gols de Pirão, com Xixico, Humberto Ribeiro e Juracy completando o placar

11-O Fortaleza se licencia em 1929 após desavenças com a ADC - Associação dos Desportos do Ceará, retornando apenas em 1932.

12-O Tricolor tem seu primeiro atleta estrangeiro em 1938, o alemão Fred Maehlmann, ou Fred Alemão. Fred era um judeu refugiado da Alemanha Nazista, atuou uma temporada no Leão, marcando 11 gols.

13-É justamente de Fred Alemão o recorde de gols em uma só partida no futebol cearense. Ele marcou 8 gols na vitória por 11x2 sobre o Iracema, no Campeonato Cearense de 1938. Dos oito gols, seis foram de cabeça.

14-O Fortaleza foi o primeiro clube campeão regional ao vencer o América-RN, em Natal, pela Copa Cidade de Natal, torneio precursor da atual Copa do Nordeste, em 1946 (a final foi disputada em 1947).

15- O Fortaleza conquista o Campeonato Cearense de 1946 de forma invicta pela oitava (e até hoje) e última vez, estabelecendo o recorde de clube mais vezes campeão invicto no estadual.

16-Em 1957, Carlos Rolim Filho compra um terreno no bairro do Pici, ali seria inaugurado em 1962 o estádio Alcides Santos. 

17-No dia 18 de julho de 1959, o Fortaleza empata com o Santos por 2x2, no PV. Zé Raimundo e Bececê marcaram pelo Leão, Pelé marcou os dois gols do time paulista e ao fim do jogo vestiu a camisa tricolor junto com Pepe.

18-Em 1959, José Jatahy compõe o primeiro hino do Fortaleza. Você pode ouvir CLICANDO AQUI.

19-Depois de lesionar o ombro em uma dividida no fim do 1º tempo, o goleiro Pedrinho Simões jogou 30 minutos do 2º tempo com uma tipoia no braço direito contra o Bahia na Taça Brasil de 1960. O paredão conseguiu segurar o 0x0 na Fonte Nova contra o atual campeão brasileiro mesmo com um só braço até Aluísio II o substituir.

20-Em 1960, o Fortaleza chegou na final da Taça Brasil para enfrentar o Palmeiras. Foi a primeira vez que um clube cearense chegou a uma final nacional.

21-Como as viagens eram complicadas entre estados nos anos 60, o Palmeiras emprestou um médico para o Fortaleza para a disputa da decisão da Taça Brasil.

22-Em 1962, o Fortaleza se torna o primeiro clube cearense à jogar no exterior. O Leão excursionou pelo Suriname, onde fez um amistoso com a Seleção do Suriname, perdido por 1x0 e disputou a Paramaribo Cup, sendo inclusive campeão ao vencer o Leo Victor por 4x1, o Robinhood por 3x1 e empatar em 1x1 com o Transvaal.

23-No dia 21 de junho de 1962, foi inaugurado o estádio Alcides Santos com um amistoso entre Fortaleza e Usina Ceará. O Leão venceu por 2x1, mas o primeiro gol do Pici foi do adversário, Cleto do Usina Ceará foi o autor do primeiro gol do estádio.

24-No dia 10 de fevereiro de 1963, o Fortaleza aplicou a maior goleada da história do futebol cearense ao aplicar 11x2 no Gentilândia. Haroldo marcou sete vezes, Mozart Gomes quatro e Nagibe uma. O jogo foi válido pelo Campeonato Cearense.

25-Em 1967, Jackson de Carvalho compõe o hino do Fortaleza como conhecemos hoje. O maestro Manuel Ferreira foi o arranjador e o intérprete foi o cantor Manoel Paiva. Ouça CLICANDO AQUI.

26-Para comemorar o título Cearense de 1967, o Fortaleza enfrentou o Fluminense, no PV, no dia 28 de janeiro de 1968. O Leão venceu por 1x0 com gol de Humaitá, mas o grande fato do jogo foi a presença de Mané Garrincha que atuou 45 minutos com a camisa do Tricolor de Aço.

27-O Fortaleza chega novamente a uma final de Taça Brasil, em 1968. Com as desistências de Santos e Palmeiras, a demora para o encerramento da competição (terminada apenas em Setembro de 1969), Fortaleza e Botafogo, finalistas da competição, não tiveram direito a jogar à Copa Libertadores na temporada seguinte.

28-Em janeiro de 1971, mesmo perdendo para o Sport-PE, em Recife por 2x1, o Fortaleza conquista a Taça Norte-Nordeste de 1970. Cardoso marcou os dois gols do Sport, enquanto Erandy Montenegro fez o gol tricolor.

29-Em 1972, o Fortaleza foi Campeão Cearense de Clubes Sociais do Carnaval. Sim, campeão do Carnaval, você leu certo. 

30-No dia 11 de novembro de 1973, Fortaleza e Ceará inauguram o Castelão, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. O jogo acabou em 0x0 sob os olhos do "Diamante Negro", Leônidas da Silva que acompanhava o jogo.

31-No dia 12 de maio de 1974, o Fortaleza se tornou o primeiro clube cearense a vencer no Mineirão ao vencer o Atlético-MG por 1x0, com gol de Marciano. A partida foi válida pelo Campeonato Brasileiro.

32-O lateral-direito Louro foi eleito o melhor jogador de sua posição no Campeonato Brasileiro de 1974 pelo prêmio Bola de Prata, sendo até hoje o único atleta do tricolor a conseguir tal feito.

33-O Fortaleza venceu o Ceará três vezes em uma só semana, entre os dias 19 e 26 de março de 1975. O primeiro jogo foi 4x0 Fortaleza, com três gols de Geraldino Saravá e um de Amílton Melo. O resultado deu ao Fortaleza o título do 2º turno. Como tinha melhor campanha, o Ceará jogava a final pelo empate. Na primeira decisão, 1x0 Fortaleza, gol de Geraldino Saravá, e na segunda, 3x1, com dois gols de Amílton Melo e um de Haroldo. O grande feito também deu ao Fortaleza o título de Campeão Cearense de 1974 e a honra de ter sido o primeiro time a ser campeão no Castelão.

34-16 de março de 1984, com gol de Wagner o Fortaleza vence o Palmeiras por 1x0 e se torna o primeiro clube cearense a vencer no estádio do Morumbi.

35-Em 2000, com gol de Daniel Frasson, o Fortaleza empata por 1x1 com o Ceará, no estádio do Junco, em Sobral e conquista o título de Campeão Cearense. Foi a primeira e única que vez que o troféu de campeão estadual foi levantado fora da capital.

36-Pela 4ª rodada da Série A de 2003, o volante Dude marca um golaço contra o São Caetano e se torna o primeiro atleta na história do Fortaleza a marcar gols pelo clube em três divisões diferentes.

37-No dia 16 de julho de 2003, com gols de Vinícius, o Fortaleza faz 2x0 no Flamengo e se torna o primeiro clube cearense a vencer no Maracanã, o maior templo do futebol mundial.

38-Mesmo com apenas 2% de chance de acesso para a Série A de 2005, o Fortaleza bate o Avaí por 2x0 e ainda conta com a surpreendente vitória do Brasiliense por 3x2 sobre o Bahia, em plena Fonte Nova. O Fortaleza se sagra vice-campeão da Série B de 2004 e voltava à Série A.

39-Fortaleza e Palmeiras se enfrentaram no Parque Antártica, no dia 17 de julho de 2005. Com gols de Fumagalli e Lúcio Bala, o Leão venceu por 2x1 e se tornou o primeiro time cearense a vencer no Palestra Itália.

40-O primeiro jogo oficial do estádio Alcides Santos foi no dia 12 de março de 2008, entre Itapipoca e Fortaleza. Curiosamente, o mandante da partida era o Itapipoca. A partida terminou em 3x3 e o zagueiro tricolor Juninho marcou o primeiro gol oficial do Pici. Rogerinho e Márcio Azevedo marcaram os outros dois gols. Popó duas vezes e Miraíma marcaram para o Itapipoca.

41-Entre os dias 17 de julho de 1999 à 9 de setembro de 2001, o Fortaleza manteve a maior invencibilidade em Clássicos-Rei na história, 16 jogos.

42-O jogador com mais jogos pelo Fortaleza é o volante Dude, com 402 partidas disputadas.

43-Moésio Gomes é o técnico que mais comandou o Leão na história, 290 jogos.

44-Geraldino Saravá é o maior artilheiro da história do clube com 152 gols. Rinaldo é o maior artilheiro do clube em Séries A, com 26 gols, em Campeonatos Brasileiros 50 gols, em Copas do Brasil com 11 gols. Sandro Gaúcho é o maior artilheiro em um só Campeonato Cearense com 39 gols, já Geraldino Saravá é o maior artilheiro do clube em Campeonatos Cearenses com 90 gols. Assisinho é o maior artilheiro do Fortaleza em Séries C com 18 gols, já em Séries B o maior é Clodoaldo com 25 gols.

45-Com 4 gols, Clayton Maranhense no 7x2 do Campeonato Cearense de 1999 e Rinaldo no 6x3 do Campeonato Cearense de 2006 são os jogadores com mais gols em um só jogo de Clássico-Rei.

46-O Fortaleza foi o clube que mais deu artilheiros para o Campeonato Cearense, 47 no total. Teve o artilheiro da Taça Brasil, Bececê com 7 gols. Da Série B em três oportunidades com Vinícius em 2002, com 22 gols, Rinaldo em 2004, com 14 gols e Marcelo Nicácio em 2009, com 19 gols. Assisinho foi artilheiro da Série C 2013, com 12 gols. 

47-Sete jogadores dividem o feito de maior artilheiro do estádio Alcides Santos. São eles: o zagueiro Gilmak, o meia Bismarck, os atacantes Careca, Cleiton, Reginaldo Júnior, Ribinha e Tatu, todos com 7 gols. Apenas Careca e Ribinha não atuaram pelo Fortaleza.

Por Luca Laprovitera 

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Torcida tricolor quebrará marca incrível contra o Paysandu

Postado por Luca Laprovitera às 13:25:00 quarta-feira, 17 de outubro de 2018
(Foto: Divulgação/Fortaleza EC)
Na semana do Centenário um marca incrível será alcançada e batida. No sábado, dia 20, o Fortaleza enfrenta o Paysandu-PA, às 19 horas, na Arena Castelão. O jogo que vale por mais uma partida da Série B tem gostinho especial e já atingiu os 24.647 ingressos vendidos, que levará a torcida tricolor à mais de 500 mil pagantes apenas em 2018. 

O Leão será o 9º clube a atingir a marca na temporada, apenas Flamengo, São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio, Internacional e Bahia passaram dos 500 mil pagantes nesse ano. Até agora, o Fortaleza tem 492.362 pagantes juntando as partidas do Campeonato Cearense, Copa Fares Lopes e a Série B do Campeonato Brasileiro. 

MARCA JÁ QUEBRADA ANTES
Arquibancada no jogo entre Fortaleza x São Paulo,
pela Série A 2005 (Foto: Reprodução/Youtube
Depois de treze anos, o Leão irá superar os 500 mil pagantes. A última vez que isso aconteceu foi na temporada 2005, quando o Tricolor disputou a Série A do Brasileiro. Foram 527.104 pagantes juntando Série A, Copa do Brasil e Campeonato Cearense. O recorde entre todas as temporadas fica com 2003, onde o Fortaleza também jogou a Série A, além do estadual e Copa do Brasil, levando 675.496 pagantes em toda temporada. Confira os dados ano à ano:

2017 - 325.017 (28 partidas entre Cearense, Copa do Nordeste, Série C e Fares Lopes)
2016 - 398.934 (29 partidas entre Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Série C e Fares Lopes)
2015 - 353.450 (25 partidas entre Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série C)
2014 - 325.816 (24 partidas entre Cearense e Série C)
2013 - 294.628 (26 partidas entre Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série C)
2012 - 318.901 (26 partidas entre Cearense, Copa do Brasil e Série C)
2011 - 152.625 (20 partidas entre Cearense, Copa do Brasil, Série C e Fares Lopes)
2010 - 194.524 (29 partidas entre Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Série C e Fares Lopes)
2009 - 364.192 (35 partidas entre Cearense, Copa do Brasil e Série B)
2008 - 404.957 (35 partidas entre Cearense, Copa do Brasil e Série B)
2007 - 401.584 (31 partidas entre Cearense, Copa do Brasil e Série B)
2006 - 390.702 (32 partidas entre Cearense, Copa do Brasil e Série A)
2005 - 527.104 (35 partidas entre Cearense, Copa do Brasil e Série A)
2004 - 360.161 (34 partidas entre Cearense, Copa do Brasil e Série B)
2003 - 675.496 (37 partidas entre Cearense, Copa do Brasil e Série A)

DADOS 2018
Casa cheia contra o Sampaio Corrêa. (Foto: Pedro Chaves)
Em 2018, foram três competições, duas disputadas com elenco principal e uma com um time alternativo. O suficiente para levar quase 500 mil pessoas até aqui, tendo a maior média de público das três, a oitava maior do país em 2018. Confira os dados jogo por jogo:

Fortaleza 2x1 Tiradentes (31/01)
Público Pagante: 6059

Fortaleza 2x0 Maranguape (21/01)
Público Pagante: 12.828

Fortaleza 3x1 Iguatu (25/01)
Público Pagante: 9.451

Fortaleza 0x2 Ceará (04/02)
Público Pagante: 25.992

Fortaleza 3x2 Floresta (17/02)
Público Pagante: 7.295

Fortaleza 2x0 Iguatu (01/03)
Público Pagante: 5.236 

Fortaleza 1x1 Ceará (04/03)
Público Pagante: 24.935

Fortaleza 2x1 Ferroviário (22/03)
Público Pagante: 6.000

Fortaleza 3x1 Floresta (25/03)
Público Pagante: 10.971

Fortaleza 1x2 Ceará (08/04)
Público Pagante: 39.920

CAMPEONATO CEARENSE
Público Pagante Total: 148.687

________________________________________________________________
Fortaleza 1x1 Floresta (26/08)
Público Pagante: 1.521

Fortaleza 2x0 Ceará (10/09)
Público Pagante: 1.782

Fortaleza 0x1 Caucaia (16/09)
Público Pagante: 307

Fortaleza 3x2 Pacajus (23/09)
Público Pagante: 156

FARES LOPES
Público Pagante Total: 3.766

________________________________________________________________
Fortaleza 2x1 Guarani-SP (13/04)
Público Pagante: 11.839 

Fortaleza 3x1 CRB-AL (24/04) 
Público Pagante: 13.547 

Fortaleza 3x0 Goiás-GO (12/05) 
Público Pagante: 31.582

Fortaleza 2x0 Criciúma-SC (22/05) 
Público Pagante: 17.348

Fortaleza 1x0 Sampaio Corrêa-MA (02/06)
Público Pagante: 39.463

Fortaleza 2x0 Brasil de Pelotas-RS (15/06) 
Público Pagante: 15.720

Fortaleza 1x2 Oeste-SP (23/06)
Público Pagante: 20.076

Fortaleza 0x1 Atlético-GO (14/07)
Público Pagante: 14.927

Fortaleza 1x1 Avaí-SC (24/07)
Público Pagante: 17.871

Fortaleza 2x1 Coritiba-PR (04/08)
Público Pagante: 36.725

Fortaleza 2x1 Boa Esporte-MG (18/08)
Público Pagante: 30.072

Fortaleza 2x1 Londrina-PR (25/08)
Público Pagante: 19.527

Fortaleza 2x2 Figueirense-SC (04/09)
Público Pagante: 15.109

Fortaleza 2x0 Vila Nova-GO (21/09)
Público Pagante: 28.524

Fortaleza 2x1 São Bento-SP (25/09)
Público Pagante: 27.579

Fortaleza x Paysandu-PA (20/10)
Público Pagante: 24.647 (parcial)

SÉRIE B
Público Pagante Total: 339.909
Público Pagante com a Parcial do Paysandu: 364.556 (parcial)

Por Luca Laprovitera